Quem disse que ele não tem propostas? Conheça as 5 “grandes ideias" de Flávio Bolsonaro para o Brasil

14/09/2026

Em vez de um país que investe em gente, conhecimento e inclusão — como é o projeto de Lula (PT), o que Flávio Bolsonaro desenha é uma nação menor, mais pobre, mais ignorante e mais violento, a serviço dos grandes capitalistas 

> Política & Economia 

Redação Dever de Classe, às 11:33

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plano de governo de flávio bolsonaro
Flávio Bolsonaro, o candidato dos milionários. Foto/reprodução.

Quem disse que Flávio Bolsonaro não tem propostas para o Brasil? Candidato da Faria Lima e dos grandes empresários e banqueiros, claro que ele tem ideias para agradar seus patrocinadores. Abaixo, confira cinco entre as principais maquinações contra o povo brasileiro que ele e sua família defendem já há um bom tempo.

1. Adeus, ganho real do salário e BPC: porque trabalhador já está “ganhando demais”

Para o "rachadinha", entre todas as prioridades nacionais, nada é mais urgente do que impedir que o salário mínimo tenha ganho real. Afinal, para quê trabalhador com mais poder de compra, não é mesmo? A inflação sobe, o custo de vida explode, mas o salário fica ali, firme e forte… parado. De quebra, ainda entra em cena o ataque ao BPC, aquele benefício que garante o mínimo de dignidade a idosos pobres e pessoas com deficiência. Porque, claro, se tem alguém “pesando” nas contas públicas, só pode ser quem ganha um salário de miséria. A Faria Lima já avisou, Flávio Bolsonaro entendeu.


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Em vez de taxar grandes fortunas ou rever privilégios, a solução genial do Zero Um é apertar ainda mais quem já vive no limite. Um projeto de país em que o esforço é sempre do andar de baixo, enquanto o topo do prédio segue de camarote, aplaudindo. A Faria Lima já avisou, Flávio Bolsonaro entendeu.

2. Fim dos programas sociais: o incômodo de ver pobre comendo e estudando

Outra joia do pacote de Flávio Bolsonaro a mando de ricaços nacionais e estrangeiros é dar um freio em  programas sociais como o Bolsa Família e o Pé-de-Meia, por exemplo. Porque nada assusta mais do que ver gente pobre comendo três vezes ao dia e, pior ainda, terminando o ensino médio. O Bolsa Família, reconhecido internacionalmente por tirar milhões da extrema pobreza, vira "gasto". Já o Pé-de-Meia, que incentiva jovens a permanecerem na escola, vira "desperdício".

A lógica da família Bolsonaro é simples: se a pessoa nasceu pobre, que permaneça assim, de preferência sem estudo, sem renda e sem perspectiva. Um país moderno, na visão dessas propostas, é aquele em que a desigualdade não é um problema, é um projeto.

3. Cortar universidades e institutos federais: conhecimento é perigoso

Universidades e institutos federais, especialmente os criados e ampliados nos governos Lula e Dilma, ambos do PT, entram também na mira dos cortes drásticos de Flávio Bolsonaro e da equipe econômica ultraliberal que o acompanha. Afinal, nada mais ameaçador do que um jovem da periferia entrando na faculdade, pesquisando, pensando criticamente e, quem sabe, questionando o poder. Ciência, tecnologia, pesquisa e inovação são supérfluos quando se pode viver de achismo e corrente de WhatsApp. 

Laboratórios fecham, projetos são interrompidos, cérebros vão embora do país, mas o importante é "economizar". Afinal, para que gastar tanto dinheiro do orçamento com esse tipo de coisa? Melhor desviar a verba para os "investidores".

4. Entregar a economia brasileira a Donald Trump e aos EUA: soberania para quê?

Entre as ideias mais criativas de Flávio Bolsonaro et caterva está a de, na prática, submeter a economia brasileira aos interesses de Donald Trump e dos Estados Unidos. Porque, claro, um país continental, com recursos naturais gigantescos e um mercado interno enorme, não pode ter projeto próprio. Melhor terceirizar tudo para quem sempre tratou a América Latina como quintal.

Política industrial, desenvolvimento nacional, fortalecimento de empresas brasileiras e integração regional dão lugar a um alinhamento automático, quase religioso, com Washington. O Brasil deixa de ser protagonista para virar figurante de luxo, batendo palmas para decisões tomadas em outro fuso horário. O irmão Eduardo Bolsonaro lá nos states vibra com a notícia.

5. Mais ódio contra LGBTQI+, negros, mulheres e pobres: o velho truque de sempre

Para completar o pacote, nada como estimular ainda mais o ódio contra homossexuais, negros, mulheres e pessoas pobres. Em vez de políticas de inclusão, combate ao racismo, proteção às mulheres e respeito à diversidade, a aposta do "rachadinha" é no discurso que divide, humilha e desumaniza. Quando o assunto é direitos humanos, a resposta é deboche. Quando o tema é violência, a solução é culpar a vítima.

Esse tipo de proposta não é só atraso, é perigoso. Alimenta agressões, legitima preconceitos e transforma diferenças em inimigos. Enquanto isso, problemas reais como desemprego, fome, falta de moradia e violência policial seguem firmes, mas convenientemente escondidos atrás de cortinas de fumaça ideológicas.

Um projeto de país ou um roteiro de cinema trash?

Colocadas lado a lado, essas cinco propostas formam um retrato bem claro: menos direitos, menos comida, menos estudo, menos soberania e mais ódio. Não se trata de "opinião diferente", mas de um projeto que escolhe, com todas as letras, quem merece viver com dignidade e quem deve ser descartado.

Em vez de um Brasil que investe em gente, conhecimento e inclusão — como é o projeto de Lula, o que Flávio Bolsonaro desenha é um país menor, mais pobre, mais ignorante e mais violento. Um futuro em que a desigualdade é celebrada como virtude. Um roteiro de cinema trash perfeito para quem nunca precisou pegar ônibus lotado, enfrentar fila de hospital ou escolher entre pagar o aluguel e comprar comida. Mas é Lula quem vai vencer.


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