A esperança já venceu o medo; agora o 'medo' vencerá a mentira
Nessa nova etapa, o 'medo' que vencerá a mentira não é o medo paralisante, mas o medo lúcido de ver que direitos correm riscos de destruição em nome de falsos discursos de moralidade e eficiência

*Jaira M Freitas, às 05:47
Em 2002, a narrativa dominante nas eleições presidenciais era a do medo. Anunciava-se o caos econômico, o desemprego em massa e o isolamento internacional caso Lula (PT) chegasse à Presidência da República. A classe média ignorante e abastada brasileira escalou inclusive uma atriz — Regina Duarte — para propagar terror nos meios de comunicação. A cada discurso alarmista, repetia-se que o Brasil caminharia rumo ao abismo. Ainda assim, milhões de brasileiros decidiram apostar na mudança. A esperança venceu o medo quando a população, cansada de promessas vazias, escolheu acreditar que outro projeto de país era possível.
Essa vitória da esperança não foi um salto no escuro, mas um gesto de coragem coletiva. Trabalhadores, estudantes, donas de casa e pequenos empreendedores enxergaram em Lula a chance de inclusão social, valorização do salário mínimo e ampliação de direitos. O medo propagado pelos setores mais privilegiados não foi suficiente para apagar a memória de um povo que conhecia de perto a fome, o desemprego e a desigualdade. A esperança, nesse momento, significou romper com a chantagem do pânico econômico.
Anos depois, em 2026, o cenário se inverte. Agora, não é mais o medo do desconhecido, mas o medo de perder o que foi conquistado. Programas sociais, acesso à universidade, crédito facilitado e melhoria do consumo criaram uma nova realidade para milhões de brasileiros. Diante de ameaças de retrocessos com Flávio Bolsonaro et caterva, que significam cortes sociais e retirada de direitos, o eleitorado passa a temer o retorno a um passado de exclusão. O medo deixa de ser arma da elite e passa a ser sentimento legítimo de quem tem algo concreto a defender.
Nessa nova etapa, o medo que vencerá a mentira não é o medo paralisante, mas o medo lúcido de ver que direitos correm riscos de destruição em nome de falsos discursos de moralidade e eficiência. A mentira tenta reescrever a história, negar avanços e criminalizar políticas que tiraram pessoas da miséria. O povo, ao votar novamente em Lula, não age por ingenuidade, mas por instinto de preservação. Se antes a esperança venceu o medo do futuro, agora o medo de perder conquistas pode ser a força que derrotará a mentira que tenta sequestrar o passado.
*Jaira Freitas é psicóloga e segue o Dever de Classe
Envie também seu artigo para: pontodevista@deverdeclasse.org
Publicidade
Leia mais sobre política & economia
Principal proposta de Flávio Bolsonaro é fazer cortes drásticos imediatos no Orçamento da União, medida que, segundo especialistas, afeta em cheio recursos da Educação, sobretudo Fundeb; docentes não têm nada a ganhar com isso
Ao se referir a Lula (PT) como "nove dedos", esse sujeito mostrou o quão perigoso é ao povo brasileiro e a nosso país; não ia votar, mas agora vou para cravar na urna o 13.
Todas as agências que checaram as falas de Lula e Flávio Bolsonaro atestam que o filho do Jair conseguiu ser mais mentiroso até que o próprio pai
Ao tentar ridicularizar e subestimar a inteligência do povo nordestino, deputado moleque do PL fez foi atrapalhar ainda mais a campanha de Flávio Bolsonaro na região




