Rateios de sobras desse fundo estão sendo feitos em todo o Brasil. Valores variam de acordo com jornada semanal e chegam a até R$ 30 mil. Ministério Público Federal e Procuradoria Geral da República podem ser acionados em caso de recusa indevida do pagamento.
Leitura em voz alta na sala de aula é crucial na alfabetização
"Para que haja uma boa fluência é preciso ensinar a entonação", destaca professora da USP
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Redação Dever de Classe. Atualização: 08/05/2025, às 21:49

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Segundo matéria no Jornal da USP, "metade dos alunos brasileiros, na faixa dos 7 anos, não consegue ler nem escrever de uma forma minimamente adequada. A alfabetização é um dos principais fatores que
contribuem para o déficit na leitura infantil." Um problema preocupante no Brasil. Mais por que essa realidade ainda persiste entre as crianças brasileiras, sobretudo as de escolas públicas?
A professora Carlota Boto — diretora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo — tem explicação, cuja raiz é um velho hábito que sumiu das salas de aula e que ela defende como crucial no processo de alfabetização.
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Foto: rawpixel/Freeepik /Ministério da Educação.
Leitura em voz alta
Uma das causas do déficit na leitura infantil de nossas crianças está, segundo destaca Carlota Boto, no abandono de um velho hábito que sumiu das escolas: o incentivo à leitura em voz alta na sala de aula.
Ela se refere a "um aluno que lê sílabas, mas não identifica as palavras, um aluno que lê palavras, mas não as reconhece numa lógica da frase, lê o som, mas não consegue identificar o sentido daquilo que constitui o significado do que está lendo. Para que haja uma boa fluência é preciso ensinar a entonação. Mas, para que se ensine a entonação, é fundamental o fomento à leitura em voz alta, uma prática que era muito comum no ritual da escola tempos atrás, mas que, com o passar dos anos e à luz das novas teorias pedagógicas, deixou de existir".
"É preciso estimular o hábito da leitura, seja em voz alta, seja com maneiras lúdicas de ensinar a leitura, seja fazendo com que as crianças ensinem umas às outras. As crianças gostam de trabalhar em conjunto, elas gostam de ler uma com a outra, elas gostam de corrigir o caderno do coleguinha."
Professor também tem de ler
Carlota Boto destaca quanto a isso:
"O gosto pelo ato de ler deve ser incentivado. É preciso que as crianças vejam os adultos que com elas convivem lendo, sejam os pais ou os professores. Muitas vezes os professores criam em sala de aula um momento de leitura. Então, durante uma meia hora, 15 minutos que seja, as crianças ficam sentadas lendo e o professor lendo junto com elas, silenciosamente. É preciso que o professor também tenha momentos de incentivar a classe a fazer a leitura em voz alta. Isso ainda é um hábito que deve ser incentivado."
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Em tese, todos os entes da federação têm sobras de recursos e, por isso, devem fazer rateio em forma de abono e pagar o magistério. É preciso, no entanto, acionar alguns órgãos e observar determinados aspectos, pontos que vamos esclarecer com esta matéria.
Medida implica em malefícios a curto, médio e longo prazos.
Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determina que sobras do Fundeb devem ser devolvidas ao magistério após legislativos de estados e municípios criarem leis específicas para disciplinar a divisão dos recursos.
Além dos valores em dinheiro — oriundos de sobras do Fundeb 2021 —, vereadora informa que docentes e alunos receberam também algumas premiações da gestão municipal.
Benefício será depositado na conta de professores e todos os demais servidores da educação ainda neste mês de dezembro. Detalhe do anúncio mostra que não é só do Fundeb que há sobras de recursos, algo que deve ser observado pelo magistério de todo o Brasil.








