Donos do Estadão querem pressa na PEC que corta até 25% nos salários dos servidores!

28/01/2020

Economia / Meta do governo Bolsonaro é que votação da medida ocorra em fevereiro, o que atingirá de forma muito negativa o pessoal da União, estados e municípios.

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Foto: Agência Brasil.
Foto: Agência Brasil.

Donos do jornal Estadão publicaram editorial nesta terça-feira, 28, onde exigem que o presidente Bolsonaro articule com o Congresso para que a PEC Emergencial (186/2019) seja aprovada com urgência. 

Medida prevê corte de até 25% no salário e jornada de servidores públicos da União, estados e municípios que ganhem acima de três salários mínimos, ou seja R$ 3.135,00. Governo quer que medida seja votada em fevereiro, o que atingirá de forma muito negativa o pessoal da União, estados e municípios. Continua, após o anúncio.

"Evitar um colapso"

O título do texto já é muito claro na exigência: "A urgência da PEC Emergencial". Durante toda exposição, o que se vê é um poderoso veículo de imprensa tentando provar de forma demagógica e cínica que a tal PEC que reduz salários é necessária para "evitar um colapso" administrativo, econômico e social no País. 

Desde quando cortar salário de, por exemplo, professor, médico e enfermeiro será bom para evitar o que o editorial do jornalão afirma?

Interesse privado

Mas por que mesmo o Estadão quer pressa no corte no salário de servidores? A resposta é simples: tal como Globo, Folha e outros de grande porte, os donos desse jornal vivem do que recebem de poderosos grupos econômicos que anunciam em suas páginas. O enxugamento do Estado significa mais recursos para esse setor em forma de pagamentos das dívidas públicas, isenção de impostos etc, etc, etc. É o interesse privado que está por trás do editorial do Estadão. A preocupação deles com os interesses coletivos é ZERO.

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