Com Reforma, professor que entrou depois de 2003 tem perda de R$ 2.170,49! Veja por que e compartilhe...

28/02/2019 19:37

Projeto de Reforma da Previdência proposto pelo governo Bolsonaro é muito prejudicial aos professores.
Projeto de Reforma da Previdência proposto pelo governo Bolsonaro é muito prejudicial aos professores.

De um salário bruto de R$ 3.610,65, um educador ficaria com apenas R$ 1.440,16. Isto ocorreria porque quem entrou depois de 2003 leva apenas 60% de uma média salarial de vários anos. Para não ter tanto prejuízo, o docente teria que se submeter a 40 anos de contribuição. Um absurdo.

Dinheiro | Ao simular quanto seria sua aposentadoria caso a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro seja aprovada, um professor da Rede Estadual de Educação do Piauí quase caiu ao ver o resultado. De um salário bruto de R$ 3.610,65, o educador perde R$ 2.170,49 e fica com apenas R$ 1.440,16. Ele está no grupo dos que entraram no serviço público depois de 31 de dezembro de 2003. Todos os que estiverem nesse grupo poderão ter perdas semelhantes.

O cálculo 

Para simular seu futuro benefício, o professor se baseou na nova regra para quem ingressou no serviço público depois de 31 de dezembro de 2003, situação dele. Neste caso, a aposentadoria será definida pela média aritmética simples dos salários de contribuição desde julho de 1994. E o valor do benefício será de apenas 60% dessa média.

O professor em questão ganha hoje R$ 3.610,65 de salário bruto e, de uma forma mais branda que a proposta do governo, tirou a média aritmética apenas dos seus salários dos últimos dez anos. A média encontrada foi R$ 2.400,27. E 60% dela é R$ 1.440,16

Pois então. Estes R$ 1.440,16 é que passarão a ser a aposentadoria desse professor, caso a reforma seja aprovada. E isto numa visão 'otimista', porque ele tirou a média salarial num intervalo bem menor do que é proposto pelo atual governo. Continua, após o anúncio.

Como receber a média integral

Para receber a média integral simulada — os R$ 2.400,27 — esse professor teria que comprovar no mínimo 40 anos de contribuição à previdência, tal como exigem Jair Bolsonaro e sua equipe econômica. No entanto, mesmo que chegue a esse tempo e a essa média, o educador em questão ainda perderia R$ 1.210,37 em relação ao seu salário atual de R$ 3.610,65.

Como se vê, o governo Bolsonaro quer impor uma vida duríssima para os professores. Ou essa categoria se mobiliza com os demais trabalhadores ou dias cada vez mais difíceis virão.

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