O que diz o sucinto texto inicial do Projeto de Lei:
Art. 1º A educação integral compreende o pleno
desenvolvimento da pessoa como agente de transformação social.
Art. 2º A educação integral terá como referência as seguintes
diretrizes:
I – adoção transversal de temas de cunho artístico, cultural,
esportivo, bem como de temas de interesse da juventude, tais como
gerenciamento financeiro, educação política, primeiro socorros, entre outros;
II
– atendimento psicológico e de assistência social aos alunos;
III
– garantia de estrutura física adequada, com laboratórios,
quadras poliesportivas, refeitórios, bibliotecas, auditórios, áreas verdes,
entre outros;
IV
– acesso a aparelhos digitais e à rede mundial de
computadores;
V
– direito do aluno de escolher temas extracurriculares, de
acordo com o perfil de cada um;
VI
– formação específica dos profissionais do magistério pelos
sistemas de ensino para atuarem na educação integral.
Art. 3º A educação integral será assegurada em escolas de
tempo integral, com duração da jornada escolar de, no mínimo, oito horas.
Setor privado
O Parágrafo Único diz:
- Os projetos de educação integral poderão ser
desenvolvidos por meio de convênios com instituições de ensino superior
públicas ou privadas.
É mais uma porta para o envio de verbas públicas a grandes empresas que atuam no mercado da Educação.
Valorização dos professores
Segundo também a Agência Senado, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) "também votou, na semana passada, emenda do senador Carlos Viana (Podemos-MG), que propôs a obrigatoriedade da dedicação exclusiva dos professores da educação integral a um único estabelecimento escolar, mediante o pagamento de uma gratificação. A emenda foi rejeitada pela comissão. Dorinha Seabra optou por manter no texto a previsão de que, para implementar a modalidade, "sempre que possível" haverá a dedicação exclusiva dos professores, mas isso não será um requisito obrigatório." (Grifos nossos).
A sugestão do projeto foi feita por participantes do Programa Jovem Senador, em 2014, e foi adotada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), também de acordo com a Agência Senado.
Leia na PL na íntegra