Ao investigar as raízes do problema, torna-se evidente que a agressão não nasce do vazio, mas sim de uma convergência complexa de fatores individuais, relacionais e estruturais
Professor(a), não aceite assédio, denuncie!
Entendimento e respeito devem ser sempre prioridade, mas jamais à custa da dignidade de quem educa; nenhum professor deve tolerar assédio moral de ninguém, em nenhuma circunstância, sobretudo dentro de uma escola
> Educação

*Helena V Mota, às 18:18
Durante anos de atuação na educação básica, houve momentos em que o prazer de ensinar foi ofuscado por situações de assédio moral dentro da própria escola. Comentários desrespeitosos, cobranças públicas e tentativas de humilhações vindas da coordenação e da secretaria passaram a fazer parte da rotina. Em vez de diálogo e apoio pedagógico, surgiam exigências descabidas, olhares de desconfiança e tentativas de controle que ultrapassavam qualquer limite profissional.
Cobranças indevidas
As cobranças indevidas sobre questões pedagógicas e até sobre o horário de entrada em sala de aula tornaram-se instrumentos de pressão e intimidação. Não se tratava de organização ou gestão responsável, mas de vigilância excessiva, ameaças veladas e questionamentos constantes à competência docente. Esse tipo de postura corrói a autoestima do professor, adoece o ambiente escolar e compromete diretamente a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
Respeito é bom e todo mundo gosta
É fundamental que cada educador reconheça que respeito não é favor, é direito. A hierarquia escolar não autoriza ninguém a humilhar, constranger ou deslegitimar o trabalho de quem está em sala de aula. Coordenação, direção e secretaria devem atuar como parceiras, e não como instâncias de medo. Quando o professor se cala diante do assédio moral, a mensagem que fica é a de que esse comportamento é aceitável, e ele tende a se repetir com outros colegas.
Não cale, denuncie
Por isso, é essencial registrar ocorrências, buscar apoio em sindicatos, conselhos e órgãos competentes, e denunciar qualquer forma de abuso. O ambiente escolar precisa ser um espaço de diálogo, empatia e cooperação, em que conflitos sejam tratados com profissionalismo e urbanidade. Entendimento e respeito devem ser sempre prioridade, mas jamais à custa da dignidade de quem educa. Nenhum professor deve tolerar assédio moral de ninguém, em nenhuma circunstância, sobretudo dentro de uma escola.
*Helena Mota é professora e segue o Dever de Classe
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