Com Bolsonaro, crescem a inflação dos mais pobres e o medo do desemprego, mostram FGV e CNI

09/01/2021 15:00

Índice da FGV aponta alta acumulada de 6,30% do IPC-C1 em 2020, puxada pelo aumento dos preços dos alimentos. Enquanto isso, o presidente Bolsonaro diz que o País está quebrado e que não pode fazer nada.

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Bolsonaro sorri da miséria do povo. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Bolsonaro sorri da miséria do povo. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Economia | Segundo a Agência PT (8), "o aumento dos preços dos alimentos levou o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) a acumular alta de 6,30% em 2020, segundo dados divulgados nesta quinta (7) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos, as mais atingidas pelo fim do auxílio emergencial, em 31 de dezembro." Enquanto isso, o presidente Bolsonaro diz que o País está quebrado e que não pode fazer nada.

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Piorou

Segundo também a Agência PT:
"O resultado de 2020 ficou bem acima do registrado em 2019, quando a inflação sentida pela população de baixa renda acumulou alta de 4,60%. É o maior salto anual desde 2016. Em dezembro passado, a inflação da baixa renda acelerou para alta de 1,39%, ficando 0,44 ponto percentual acima do apurado em novembro, quando o índice registrou taxa de 0,95%".

"Já o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos mensais, variou 1,07% em dezembro. A taxa desse indicador nos últimos 12 meses ficou em 5,17% - acima dos 4,11% de 2019, mas abaixo do registrado pelo IPC-C1." Continua, após o anúncio.

Medo do desemprego

Ainda de acordo com a Agência PT:

"O Índice do Medo do Desemprego, divulgado também nesta quinta pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou em 57,1 pontos em dezembro de 2020, acima da média história de 50,2 pontos. O indicador subiu 2,1 pontos na comparação com setembro do ano passado e está um ponto acima do registrado em dezembro de 2019, quando o índice marcou 56,1 pontos."

"Mulheres têm um medo muito maior do que os homens de perder o emprego. O indicador do gênero feminino é de 64,2 pontos, enquanto do gênero masculino atinge 49,4 pontos." Continua, após o anúncio.

"O medo do desemprego cresceu mais entre as pessoas com educação superior. Nesse grupo, o índice passou de 50,1 pontos em setembro para 54,7 pontos em dezembro. Ainda assim, o medo é maior entre os que tem grau de instrução inferior ao ensino médio completo - 59,1 pontos no caso dos que estudaram até a quarta série do ensino fundamental."

"O aumento do medo do desemprego também foi maior na periferia das capitais. Nessa região, o índice subiu de 55,9 pontos, em setembro, para 65,5 pontos em dezembro. Entre os moradores das capitais, o índice de medo do desemprego é 57,5 pontos. Nas cidades do interior, é de 55,2 pontos."

"Hoje, mais de 14,2 milhões de brasileiros estão desempregados, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que 14,6% da população em idade para trabalhar está desocupada. É a segunda maior taxa para um trimestre desde o início da série histórica iniciada em 2012. Em 2021, no entanto, o índice deve piorar. É a estimativa da CNI divulgada em dezembro passado, no âmbito da edição especial do 'Informe Conjuntural - Economia Brasileira'." Continua, após o anúncio.

"No ano passado, o número de pedidos do seguro-desemprego aumentou 1,9%, segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Com uma diferença de quase 130 mil a mais do que em 2019, foram 6,784 milhões de solicitações do benefício em 2020."

"As 425.691 solicitações de seguro-desemprego em dezembro representaram um recuo de 4,6% frente a novembro, quando foram feitos 446.372 pedidos. O pico de solicitações foi registrado em maio, quando o número chegou a 960.308, seguido por abril, com 748.540 solicitantes."

"Em relação aos setores que mais solicitaram o benefício, o de serviço liderou, com 2,8 milhões do total de requerimentos (41%). Em seguida surgem os setores de comércio, indústria e construção. Os que menos solicitaram o seguro-desemprego foram os trabalhadores do ramo da agropecuária, com 333 mil solicitações no ano passado."

Fora Bolsonaro

Não há saída para esses problemas enquanto Jair Bolsonaro estiver na Presidência da República. Por isso, é imperioso uma tenaz do povo brasileiro para colocá-lo para fora.

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