Educadores devem lutar pela correção. A partir de 2021, estados e municípios terão mais recursos do Fundeb, o que possibilita ainda mais a atualização salarial no início de janeiro.
Cota de 30% para negros em concursos públicos é aprovada no Senado
O projeto também prevê a reserva de vagas para indígenas e quilombolas, mas não especifica percentual, que deverá ser estabelecido em regulamento
Compartilhar

Redação Dever de Classe. Atualização: 26/04/2025, às 10:50

APOIE O DEVER DE CLASSE!pix@deverdeclasse.orgMais opções bancárias
O Plenário do Senado ratificou nesta quarta-feira (7) a prorrogação por 25 anos da reserva de vagas em concursos públicos para negros. A proposta ainda amplia para 30% o percentual de vagas reservadas, que também atenderão indígenas e quilombolas. O texto agora segue para sanção do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como será
De acordo com o texto aprovado, serão reservadas para pessoas negras 30% das vagas disponíveis em concursos públicos e processos seletivos simplificados de órgãos públicos, sempre que forem ofertadas duas ou mais vagas. Quando esse cálculo resultar em números fracionários, haverá o arredondamento para cima se o valor fracionário for igual ou superior a 0,5, e, para baixo, nos demais casos.
Reconhecimento
Serão consideradas pessoas negras aquelas que assim se autodeclararem e apresentarem características que possibilitem seu reconhecimento social como negras. Os editais dos concursos deverão prever processos de confirmação complementar à autodeclaração, observando diretrizes como a padronização de regras em todo o país, a participação de especialistas, o uso de critérios que considerem as características regionais, a garantia de recurso e a exigência de decisão unânime para que o colegiado responsável pela confirmação conclua por atribuição identitária diferente da declaração do candidato.
Em caso de indeferimento
Caso a autodeclaração seja indeferida, o candidato ainda poderá disputar as vagas destinadas à ampla concorrência, exceto se houver indícios de fraude ou má-fé, situação em que será excluído do concurso ou, se já tiver sido nomeado para o cargo, terá a sua admissão anulada.
Continua
Siga nossos canais e receba atualizações

Senador Paulo Paim (PT-RS) é o autor do projeto que também passou pela Câmara. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Indígenas e quilombolas
O projeto também prevê a reserva de vagas para indígenas e quilombolas nos concursos públicos, mas não especifica percentual, que deverá ser estabelecido em regulamento.
Prazo de revisão
Prazo para a lei ser revisada é de dez anos. Paim defendeu acordo em torno disso.
Fonte: Agência Senado
Leia também:
Compartilhar
APOIE O SITE!
- pix@deverdeclasse.org
- Mais opções bancárias
Mais recentes sobre Educação:
Desde que foi criado, será a primeira vez que Piso do Magistério poderá ter reajuste zero
Gráfico elaborado pelo Dever de Classe mostra que foi no governo Dilma Rousseff (PT) que os professores tiveram os maiores aumentos.
No MEC, porteiro, cozinheiro, datilógrafo, motorista e vigilante ganham mais que professor
Diferença salarial aumenta bastante quando a comparação é feita com o pessoal de nível superior do ministério. Para piorar a situação, o presidente Bolsonaro publicou portaria que zera reajuste do magistério em 2021.
Segundo a instituição, tempo de estudo caiu de 4 horas por dia para 2 horas e 23 minutos, ou seja, queda de quase 50%.
Enquanto um docente da Educação Básica e com nível superior chega ao fim da carreira com ganhos em média abaixo de R$ 5 mil, um técnico com ensino médio na Justiça Federal já inicia com mais de 7 mil reais.
Além de a arrecadação do Fundo ter se mantido estável mesmo com a pandemia, estados e municípios economizaram bastante com o fechamento das escolas. O reajuste de 12,84% deste ano ainda pode perfeitamente ser pago.
Além do incremento nas receitas, novo Fundeb aprovado na Câmara e Senado elevou também de 60% para 70% o percentual do Fundo destinado a pagar os profissionais da Educação.
Parlamentares governistas ainda tentaram três manobras para permitir que R$ 16 bi da escola pública fossem transferidos para a rede privada; mas ao final prevaleceu o que foi decidido no Senado, após muita pressão dos educadores e da oposição.








