Arthur Chioro pondera que é preciso tomar medidas concomitantes que possam proteger a vida das pessoas.
O jogo de "me engana que eu gosto" entre Tarcísio e Bolsonaro
O fim dessa historinha entre dois mentirosos pode resultar em uma vitória muito mais fácil para Lula em 2026
- Colabore! Pix: apoie@deverdeclasse.org / Mais opções
Política / É famosa a fábula do "Sapo e o Escorpião", onde o primeiro é picado e morto após ceder a um apelo bem feito pelo segundo. No enredo político brasileiro atual, é mais ou menos parecido com o que ocorre entre Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
O governador de São e todo o Brasil sabem que para 2026, além de Lula, só um outro candidato consegue atrair muitos votos: Jair Bolsonaro. O capitão, candidato ou não (tudo indica que não), tem o comando da amplíssima maioria dos eleitores que se opõem ao atual presidente do país, sejam os mais moderados ou os mais extremistas.
Caso Bolsonaro de fato não possa disputar, é Tarcísio quem, na oposição, se habilita como o "mais competitivo" para o pleito. O dilema é que essa "competitividade" toda é praticamente nula se não tiver a bênção do capitão. Bolsonaro dará? Tudo leva a crer que não.
Continua
Siga e receba atualizações
Bolsonaro, bem ao contrário do sapo que acreditou no escorpião, sabe que Tarcísio eleito seria um animal peçonhento fora de sua gaiola, até porque vê claramente o conluio do governador com a Globo & Cia para tentar bani-lo da vida pública nacional. Por que iria apoiar veneno contra si mesmo?
Deste modo, por mais que Tarcísio prometa indulto ao capitão em troca de apoio ao Planalto, Bolsonaro sabe que isso não teria como se cumprir, pois ao governador eleito presidente não interessaria reabilitar alguém que poderia ser mais um a querer destruir seu próprio governo. Ou não?
Assim, se não pensar bem, quem pode passar de potencial escorpião a sapo é o próprio Tarcísio, caso ceda ao apelo de Jair Bolsonaro para que consiga anistia irrestrita ao capitão. Livre, Bolsonaro naturalmente seria o candidato contra Lula no próximo ano.
Contudo, como nessa historinha de "me engana que eu gosto" parece que só tem escorpião, Bolsonaro e Tarcísio vão acabar se envenenando mutuamente. E isso deve resultar em uma vitória muito mais fácil para Lula em 2026. Talvez até no primeiro turno.
Relacionadas:
- Jair Bolsonaro: do Exército e Presidência às portas da cadeia
- Bolsonaro não quer derrotar Lula com qualquer um
- Bolsonaro se aproxima cada vez mais da cadeia
- De "30 anos é demais" a Van Gogh e Belchior: golpistas em apuros
- A Morte de Ivan Ilitch e A Prisão de Jair Bolsonaro
- Tática à 'La Casa de Papel' de Bolsonaro vai acabar mal para ele
- Quem ainda tolera esse estorvo?
Mais recentes...
Os constantes aumentos nos preços dos combustíveis nada tem a ver com ICMS, e sim com a política de preços adotada na Petrobras a partir do golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff em 2016.
É mais dinheiro permanente para as gestões dos prefeitos e mais possibilidades de honrar compromissos, como o reajuste anual dos professores.
"Dentre as fontes que compõem a cesta de recursos do Fundeb, o ICMS tem um enorme peso. Diminuí-lo trará impacto negativo para o pessoal da educação."
Especialista diz que reajuste previsto para o magistério em 2022 não é alto e pode ser pago
"Descontada a inflação e o aumento zero em 2021, correção salarial do professor fica dentro da média possível de ser paga, tendo em vista também a boa majoração de recursos."
Deputada propõe de forma descabida desviar dinheiro do Fundeb para fazer segurança dos alunos
Parlamentar quer que, no mínimo, 15% da complementação da União a estados e municípios sejam destinados a esse fim. Um absurdo, pois já há medidas relativas a segurança em todas as redes de ensino.
Segundo o projeto, no mínimo 90% dos professores das redes públicas devem ser efetivos e contratados via concurso público.
Majoração nas verbas do fundo desmonta discurso de prefeitos e governadores sobre reajuste do magistério previsto para janeiro de 2022.
Os dois polêmicos PLs têm autoria de Eduardo Bolsonaro e Kim Kataguiri e são exclusivos para professor e estudante de escola pública.
Prefeitos querem que dinheiro desse fundo saia do BB e da Caixa para outras instituições financeiras. Isto pode trazer — já a curto prazo — prejuízos aos profissionais do magistério e à educação básica pública como um todo.











