Governadores pedem ao STF autorização para reduzir salários e servidores entram em pânico! Leia e compartilhe...

08/02/2019

Ministro Dias Toffoli — presidente do STF — pode tomar decisão que prejudicará centenas de milhares de funcionários públicos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro Dias Toffoli — presidente do STF — pode tomar decisão que prejudicará centenas de milhares de funcionários públicos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em vez de cortar salários dos servidores, estados deveriam era cobrar impostos dos grandes sonegadores e extinguir cargos de comissionados que não fazem coisa nenhuma

Dinheiro | Até agora, sete governadores já pediram ao presidente do Supremo Tribunal Federal — ministro Dias Toffoli — sinal verde para reduzir jornada de trabalho e salários dos seus servidores. A alegação é de possível queda nas receitas dos seus estados. 

Diante disso, pânico tomou conta do funcionalismo, e sindicatos estão recebendo uma chuva de ligações dos servidores, preocupados com a notícia. Registro está em matérias da Folha de S.Paulo publicadas ontem (7) e hoje (8).

Segundo matéria da Folha, só o Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul (Sintergs) recebeu mais de 200 ligações nesta sexta-feira sobre o assunto. A situação é de pânico, diz Nelcir Andre Varnier, presidente da entidade.

Caso o STF dê carta branca para os governadores passarem a tesoura nos salários do funcionalismo, professores, médicos, enfermeiros e pessoal da segurança poderão cruzar os braços. Será um caos para a população.

Entidades sindicais esperam que o Supremo não ceda aos apelos dos governadores e apontam outras saídas para equilibrar os cofres públicos. 

Dentre as propostas apresentadas neste sentido, estão o corte de comissionados e cobrança de impostos devidos por grandes sonegadores.

O texto enviado ao STF pedindo corte nos salários do funcionalismo já tem o aval dos governadores de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Pará, Alagoas e Mato Grosso do Sul. Outros estados também podem aderir à ideia.

Leia também: