Brasil na luta pelo reajuste dos professores
Atos ocorrem em todo o País nesta quarta-feira, 22 de março. Veja locais de mobilização.
Para Maércio Maia, governador Rafael Fonteles (PT) deve repor a inflação acumulada de 2024 e aplicar em seguida, de forma linear, o que rege a lei do piso nacional do magistério
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João R P Landim Nt
João Rosa Paes Landim Neto
De acordo com o secretário [Emílio Júnior], além do planejamento de um reajuste linear de 5,35% para o magistério em 2025, há um planejamento em cerca de R$ 300 milhões para promoções, progressões e o realinhamento de categorias específicas."

Para o professor Maércio Maia (Editor do Dever de Classe):
É Inoportuna e inaceitável a proposta de "reajuste linear" de 5,35%, apresentada pelo governador Rafael Fonteles aos trabalhadores da rede estadual de educação para o ano de 2025."
"Tal percentual de 5,35% representa tão somente a reposição da inflação acumulada prevista para este ano de 2024. Portanto, tal proposta não significa reajuste salarial, isto é, valorização nos ganhos dos trabalhadores em educação."
Por outro lado, as progressões na carreira, mudanças de classe e de nível não podem ser consideradas como sendo valorização salarial, como coloca o governador e seu secretário Emílio Júnior, uma vez que são apenas uma imposição legal a serem cumpridas. Não podemos, jamais, considerar tais promoções como ato de generosidade ou benevolência do governador e seu secretário de Fazenda.
Para Maércio Maia, "como política de valorização dos profissionais de educação, o governador Rafael Fonteles tem que inicialmente aplicar de forma linear o percentual de 5,35%, como reposição da inflação acumulada, e em seguida aplicar de forma linear na carreira o percentual a ser aprovado para 2025 no que tange à Lei 11.738/2008, lei do piso salarial profissional do magistério público."
Sob esse aspecto do piso nacional dos professores, é importante destacar que o índice de reajuste só será conhecido no final de dezembro ou janeiro do próximo ano. Por que o governador Rafael Fonteles já se antecipa e fala em 5,35%?
É precioso uma intervenção firme e consequente por parte da direção do SINTE-PI. É imperativo que esse debate já se inicie agora, não podemos esperar para 2025, uma vez que o governador já deixou bem claro que para o próximo ano vai aplicar a mesma política salarial rebaixada e de arrocho de 2024. Diante desse quadro, só nos resta a mobilização antecipada da valorosa categoria dos trabalhadores em educação, para fazer valer os nossos direitos."
Atos ocorrem em todo o País nesta quarta-feira, 22 de março. Veja locais de mobilização.
Especialista explica que gestores não têm como fugir de aplicar o que diz a lei do Fundeb.
Estimativa é por conta da política de achatamento salarial do governo Rafael Fonteles (PT).
O salário-educação é uma contribuição social para ser usada na educação básica pública.