Ao investigar as raízes do problema, torna-se evidente que a agressão não nasce do vazio, mas sim de uma convergência complexa de fatores individuais, relacionais e estruturais
Sinte-Pi dorme no ponto e docentes ficam sem reajuste integral
Governo considerou índice de 3,62% aplicado em janeiro como uma antecipação de parte dos 5,35% previstos para maio. Um erro. Sindicato não se mexeu.
Sexta-feira, às 00:15
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ma surpresa muito desagradável! É este o tom das mensagens que temos recebido de parte dos professores do Piauí acerca das tabelas de reajuste salarial divulgadas pelo governo Rafael Fonteles (PT) para maio. "Acreditei no Sinte-Pi e pensei que ia ser os 5,35%. Mas é só 1,73%". Professora Paulina dormiu no ponto", diz uma docente via e-mail.
Ouça o podcast abaixo, para entender melhor a situação. Volte ao site em seguida, para mais informações e conferir as tabelas salariais.
Perdas de mais de 22%
Os professores do Piauí estão entre os que ganham atualmente um dos salários mais baixos do país. Tabela ao final da matéria — já com reajuste previsto para maio — comprova tal afirmação. Há uma espécie de nivelamento por baixo
Neste ano, a reivindicação era por 22%, perdas calculadas dos últimos três ou quatro anos. Mas ficou mesmo só em 5,35%. A direção do Sinte-PI priorizou uma "mesa de negociação" com o governo onde só valeu mesmo o que o governo quis.
Ainda assim, no caso dos professores das classes A até SE I o governo juntou os 3,62% do piso nacional concedidos em janeiro como se fossem parte do reajuste geral dos servidores. Com isso, maior parcela do magistério receberá apenas em média 1,73% de correção em maio. E não os 5,35%.
A direção do Sinte-PI tem de parar de fingir que está lutando e lutar. É muita enrolação. Após indicação de matérias, confira tabelas salariais.

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