Professores ameaçam aderir à paralisação do funcionalismo público! Leia e compartilhe...

04/02/2019

Servidores protestam contra medida que eleva alíquota da previdência para 14% e cria sistema complementar para quem ganha acima de R$ 5.645,80

Educação | Milhares de professores da Rede Municipal de São Paulo ameaçam aderir à greve geral dos servidores ora em andamento. Segundo matéria de hoje (4) da Folha de S.Paulo: "Os servidores protestam contra o projeto de lei 17.020/2018, que cria a Sampaprev (São Paulo Previdência), a reforma da previdência municipal." Medida prevê aumentar a alíquota de 11% para 14% para os servidores e estabelece um sistema de previdência complementar para quem ganha acima do teto de aposentadoria (R$ 5.645,80) do INSS. Um duro golpe nos servidores, portanto.

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Outras categorias também aderem à paralisação

Além dos professores, muitas outras categorias também estão envolvidas na paralisação, segundo também a matéria da Folha. Médicos, por exemplo, informaram que manterão as atividades paradas por tempo indeterminado. Enfermeiros e guardas-civis metropolitanos também declararam apoio, em carta aberta.

"Os funcionários do metrô também farão uma assembleia nesta segunda, às 18h30, no sindicato da categoria, por outros motivos. A reunião definirá os detalhes de uma greve prometida para terça-feira (5)."


Prefeito na mordomia

Enquanto servidores são penalizados, o prefeito Bruno Covas (PSDB) e seus assessores mantêm para si mesmos enormes regalias, como altos salários e uma infinidade de outros privilégios. O funcionalismo está correto em manter a greve geral.

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Professora diz que, mesmo com reajuste de 33,23%, não está fácil pagar gasolina a quase R$ 10,00 e gás de cozinha em torno de R$ 140,00. Educadora pede que o presidente faça alguma coisa para resolver o problema.
Dados da Secretaria do Tesouro Nacional e do Banco do Brasil mostram tendência de crescimento nas verbas do FPM e Fundeb, fenômeno que vem desde janeiro de 2021. Prefeitos e governadores podem perfeitamente, por exemplo, hornar reajustes salariais para o funcionalismo, em particular em relação ao índice de 33,23% do magistério.
Dinheiro é do FPM e vem com acréscimo de 26,16% em relação ao mesmo período de 2021. O acumulado do ano é de quase R$ 38 bilhões. Municípios não podem alegar falta de recursos para honrar compromissos, como por exemplo cumprir o reajuste dos professores.