ra só o que faltava! Achando pouco o fato de os profissionais da Educação Básica pública ganharem em média salários muito abaixo do que ganham servidores de outras áreas com a mesma qualificação, a equipe econômica do governo Lula (PT) estaria estudando medidas para atacar brutalmente o Fundeb e o Piso Nacional do Magistério. Suposto motivo: "equilibrar as contas públicas do País".
Segundo matéria (6) do setor de mercado da Folha de S.Paulo (forte defensora das medidas), uma dessas iniciativas consistiria em rebaixar de 70% para 60% o percentual mínimo do Fundeb que paga os profissionais da Educação. Ou seja, diminuir o volume de recursos para salários do pessoal efetivo.
Para piorar a proposta, com esse índice rebaixado, destaca ainda a Folha, seriam pagos também trabalhadores de outras áreas ("segurança, portaria, limpeza e manutenção — não vinculados diretamente a atividades educacionais").
Em resumo: diminui-se o percentual para pagamento e aumenta-se o número de gente para receber. Caso tal proposta se efetive, será o fim dos reajustes anuais do Piso Nacional do Magistério.
"Justificativas" absurdas
A Folha e seu setor de mercado apontam na mesma matéria o que seriam "justificativas" para o governo implementar tais medidas. Em relação a rebaixar o percentual de 70% para 60% e incluir mais gente para receber o índice menor, o jornalão destaca, de forma entusiasmada:
"Nesse caso, o diagnóstico é que a regra [70%] tem causado problemas e elevado salários de maneira distorcida." Grifos nossos.
"Na época da aprovação da medida [novo Fundeb], em 2020, especialistas apontavam que professores já recebiam 2,8 vezes mais que o salário mínimo e que as remunerações poderiam crescer 83% acima da inflação em uma década." Grifos nossos.