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Pablo Marçal não passará
Apesar das pesquisas, continua no mínimo precitado atribuir ao ex-coach um superpoder que ele não tem, sobretudo quando se cogita que o superstar da pilantragem já é quase o presidente da República eleito em 2026. O arrivista, nem para prefeito de São Paulo passará.
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omo uma bomba, literalmente! Foi assim que Pablo Marçal caiu na cabeça de milhões de brasileiros há pouco mais de um mês. Anônimo para a maioria do país até bem pouco tempo, o ex-coach e superstar da pilantragem passou de repente a figurar entre os assuntos mais comentados das redes sociais e grande mídia, com direito a análises mil de articulistas de toda ordem. Para muitos "entendidos" da política, à esquerda e à direita, "Marçal já ganhou as eleições para prefeito em São Paulo" e "provavelmente será o próximo presidente da República eleito em 2026", mesmo que dispute com pesos-pesados como Lula (PT) ou Jair Bolsonaro, caso o capitão consiga se reabilitar para as urnas. Que "grande fenômeno", então. A coisa, no entanto, não é bem assim, em nossa opinião.
Apesar de aparecer bem nas pesquisas, Pablo Marçal caminha para uma derrota na maior cidade do país, com risco de sequer passar do primeiro turno. Elencamos apenas duas razões.
Além de disputar contra dois candidatos de forte capacidade eleitoral — Guilherme Boulos (PSOL/PT) e Ricardo Nunes (MDB/grande coligação), o degenerado sociopata cometeu um erro crasso — ao exagerar na exposição pública de seu profundo mau-caratismo e mania de grandeza. Até expoentes do bolsonarismo e naturais aliados o enxergam hoje como indesejável e o excomungam publicamente, tipo pastor Malafaia, governador de SP Tarcísio de Freitas e o próprio Jair Bolsonaro.
O desprestígio junto a seus comparsas de ideias, contudo, não é o prejuízo maior que Pablo Marçal angariou em sua criminosa campanha eleitoral até aqui. Segundo todas as pesquisas dos chamados grandes institutos nacionais, o saqueador de velhinhos aparece como o mais rejeitado. No Datafolha deste sábado (5), por exemplo, alcança 53% de rejeição.
Ora, como alguém que às vésperas de uma eleição aparece mal visto por mais de 50% do povo pode ganhar um pleito eleitoral? Matemática difícil, talvez só razoável na cabeça charlatã desse picareta.
Ao que tudo indica, portanto, nem para prefeito de São Paulo Pablo Marçal passará (mesmo que vá ao segundo turno), quanto mais para a presidência da República. O arrivista terá de se contentar com a sua vil condição de subproduto do lixo capitalista em decadência. Isto se não for parar na cadeia.
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