A parlamentar Eduarda Campopiano (PL-SP) é crítica de políticas sociais, principalmente para mulheres e minorias; porém, quando se trata da própria mãe, a hipocrisia manda e a extremista de direita faz vista grossa
Mãe de deputada bolsonarista recebe BPC de forma muito suspeita há quase dez anos
A parlamentar Eduarda Campopiano (PL-SP) é crítica de políticas sociais, principalmente para mulheres e minorias; porém, quando se trata da própria mãe, a hipocrisia manda e a extremista de direita faz vista grossa
Reacionária, transfóbica e contra políticas sociais, especialmente voltadas a mulheres e minorias. No entanto, quando se trata de proteger a própria família, a deputada estadual mais votada de São Paulo — Eduarda Campopiano (PL) — parece não ser tão reaça e direitista assim.
Segundo coluna do Lauro Jardim (O Globo) deste sábado (10): "A artesã Débora Campopiano [mãe da deputada] recebe ao menos desde 2019 o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios legais."
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Suspeita
Diz também O Globo:
"Aos 59 anos, Débora não se enquadra no critério etário e, portanto, só poderia receber o benefício na modalidade destinada a pessoas com deficiência."
"Somado a isso, ela mantém um perfil no Instagram com mais de 28 mil seguidores, no qual divulga cursos de confecção de bonecas artesanais e de pano. Em uma publicação de 2025, convidou seguidores a adquirir um workshop, com possibilidade de parcelamento em até quatro vezes sem juros."
"Em outra publicação, de agosto de 2023, a própria Eduarda aparece no perfil da mãe convidando alunas para um curso inicialmente gratuito, que daria acesso posterior a outras ofertas de aprendizado. Outro post, também de 2023, anuncia um dos cursos por R$ 67 à vista ou em 12 parcelas de R$ 6,82."
"Procurada, a assessoria de Eduarda não informou se a deputada mora com a mãe. A informação é relevante porque a renda familiar é um dos critérios para a concessão do BPC. O benefício exige, em regra, renda mensal por pessoa da família de até um quarto do salário mínimo (hoje, cerca de R$ 405), além de inscrição no Cadastro Único (CadÚnico)."
"Caso Eduarda integre o grupo familiar considerado para o cálculo, seus rendimentos podem afetar a elegibilidade da mãe. Isso porque dados da Câmara Municipal de Praia Grande indicam que Eduarda já trabalhava como comentarista da Jovem Pan ao menos desde 2022. Em 2025, com 21 anos, ao assumir o mandato de vereadora, passou a receber salário superior a R$ 10 mil."
"A renda obtida com a venda de cursos também pode ser relevante para a análise dos requisitos do benefício. A assessoria não esclareceu se Débora aufere rendimentos com essa atividade nem se eventuais ganhos pessoais e familiares foram informados ao INSS."
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