Com reforma, professores podem tentar mudar de função, para evitar mais tempo em sala de aula e doenças! Leia e compartilhe...

22/02/2019 18:00

Distúrbios que acometem professores — como problemas na garganta, depressão e muitos outros tendem a crescer, caso seja aprovada a Reforma da Previdência e mais tempo de sala de aula para os educadores

Saúde | Estudos de respeitadas organizações, como CNTE e APEOSP — apontam que os docentes estão entre os profissionais mais vulneráveis a várias enfermidades. Cardiologistas, ortopedistas, gastroenterologistas, psiquiatras e outros profissionais médicos — sempre são muito procurados por docentes. Quanto mais tempo no estresse da sala de aula, mais probabilidades de um professor adoecer. Mas é possível mudar de função ou se aposentar mais cedo em caso de doenças. Informes sobre isso ao final da matéria.


Pode piorar

Se a situação já não está boa para os mestres com as regras atuais de aposentadoria, pode piorar ainda mais. O projeto de Reforma da Previdência enviado por Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional impõe mais tempo de sala de aula para os atuais e futuros professores. Ninguém conseguirá se aposentar com benefício integral antes dos 60 anos de idade e 40 no mínimo de contribuição. Leia matérias AQUI, AQUI e AQUI


Vulnerabilidade

A maior vulnerabilidade dos educadores a muitas doenças está basicamente relacionada às péssimas condições de trabalho a que estão expostos, agravadas pela questão salarial, que os abriga a se submeter a jornadas estafantes — até três turnos — para obter uma renda mensal melhor. Continua, após o anúncio.

Em salas superlotadas, sem climatização ou áudio corretos, os docentes muitas vezes têm que gritar, ou seja, usar de forma excessiva e inadequada as cordas vocais, o que às vezes em curto tempo os deixa com laringite, doença que se não tratada a tempo e de forma eficaz pode deixar a pessoa sem voz ou com a fala apenas através de sussurros. 


Depoimentos de professores

A professora piauiense Carmelita Santos disse que já tirou várias licenças médicas por conta de problemas na garganta e também depressão. "Acho que não vou aguentar essas novas regras do governo Bolsonaro. Vou tentar mudar para uma função administrativa", diz.

Outro docente que sonha ir para uma função menos desgastante é o educador Flávio Abreu, também do Piauí. "Tô há 18 anos na sala de aula e não aguento mais, já adquiri várias doenças. E, agora, com esse absurdo de reforma, nem sei o que fazer", declara.


Doenças mais comuns aos mestres

  • Problemas na garganta, como laringite, faringite, rouquidão, calos nas cordas vocais, mau hálito etc.
  • Distúrbios na coluna, devido a ter que escrever rotineiramente no quadro.
  • Distúrbios mentais, como depressão, síndrome do pânico, estresse, nervosismo, irritabilidade etc.
  • Problemas cardíacos, como arritmias e outros.
  • Pressão alta
  • Dificuldades sexuais, devido ao cansaço que, às vezes, é extremo. Continua, após o anúncio.

Aposentar logo ou mudar de função

Na opinião de especialistas médicos das mais variadas áreas, se um professor contrai uma doença e ela vai e volta, só há duas coisas a fazer. Solicitar aposentadoria imediata. Ou mudar de função. Num caso ou noutro, pelas regras atuais, isto é possível. Busque a assessoria jurídica do seu sindicato e se informe melhor sobre essas duas situações.

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