'Ajuste Fiscal' de Flávio Bolsonaro espanta milhões de seus potenciais eleitores

10/10/2026

Ao defender corte de R$ 250 bilhões no PIB em despesas obrigatórias, candidato da extrema direita ameça aposentadorias, salário mínimo, BPC, pisos da Saúde e Educação e afasta centenas de milhares que votaram nele no primeiro turno

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Capacho do mercado financeiro e adepto da ideia preconceituosa e descabida de que os mais pobres e setores da classe média são os responsáveis pelo suposto "desequilíbrio da contas públicas do país", o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) já anunciou que se chegasse ao Palácio do Planalto iria cortar de imediato R$ 250 bilhões em despesas obrigatórias, algo em torno de 2% do Produto Interno Bruto nacional. Por cortes em despesas obrigatórias, leia-se:

  • fim de ganho real no salário mínimo;
  • piora na Previdência, com diminuição de aposentadorias, via congelamento do benefício;
  • diminuição no valor do BPC e corte de milhões do programa;
  • diminuição nos pisos constitucionais da Saúde e Educação, com reflexos negativos imediatos no SUS, Fundeb e Piso Nacional do Magistério;
  • piora gigantesca na economia popular e na arrecadação de impostos, o que na prática implica em mais desequilíbrio nas próprias contas públicas do país.

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Espanta os próprios potenciais eleitores

Proposta de piorar de imediato a vida do povo espanta centenas de milhares de potenciais eleitores do filho de Jair Bolsonaro, povo que votou nele na primeira rodada da eleição. Segundo pesquisa Vox Brasil, Lula (PT) sai na dianteira no segundo turno com 44,2%, contra 42,7% de Flávio.

Ataques brutais na Saúde e Educação

Segundo o site InfoMoney, especializado em assuntos econômicos:

Na educação, a eventual nova PEC poderia alcançar a complementação da União ao Fundeb, que atingiu em 2026 o percentual de 23% em lei e soma R$ 74,6 bilhões na proposta para 2027. Pela projeção publicada pela Folha, o fim da vinculação dos pisos retiraria R$ 23 bilhões de saúde e educação no primeiro ano e R$ 145 bilhões no último ano da década, com R$ 800 bilhões no acumulado.

Reação

Por conta dessa ameaça real de piora na Saúde e Educação, está ocorrendo uma explosão da manifestações estudantis e de professores universitários em todo o Brasil, em alerta aos efeitos negativos que o ajuste fiscal acarretaria nas universidades e institutos federais.

Quem vai votar em candidato que propõe piorar a vida do povo?

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