Pres. do INSS de Bolsonaro ataca PL de Lula e diz que BPC deveria cair para apenas 60% do salário mínimo

28/09/2026

Ideia do especialista em atacar pobres pode ser conferida em matéria pró mercado financeiro de O Globo; pelo pensamento absurdo, benefício despencaria de R$ 1.621,00 para R$ 972,00

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Segundo matéria de O Globo desta segunda-feira (28), "o projeto de lei orçamentária anual (Ploa) de 2027 enviado pelo governo [Lula-P] ao Congresso [prevê que] despesa com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vai atingir R$ 153,3 bilhões, uma alta de 7,2% com relação a 2026". Todo o texto da matéria está cuidadosamente construído para induzir leitores desavisados que os idosos e deficientes que recebem o benefício (um salário mínimo) é que são os responsáveis por suposto "desequilíbrio" das contas públicas do país. 

Reduzir valor

"Solução" apontada em relação ao BPC e 'saneamento' das finanças nacionais: despencar o valor para 60% do salário mínimo, tal como defendeu Leonardo Rolim, ex-presidente do INSS e ex-secretário da Previdência no governo de Jair Bolsonaro. Pela ideia desse especialista em atacar pobres, valor cairia de R$ 1.621,00 para R$ 972,00. Além disso, o acesso seria também dificultado para os que tem deficiência, segundo proposta de Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, do mesmo time de Rolim. Os dois são agentes do mercado financeiro no Brasil.

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BPC de apenas 60% do salário mínimo

Diz também a matéria de O Globo:

"Na avaliação de Leonardo Rolim, poderia fazer sentido unificar o BPC para pessoas com deficiência a outros benefícios sociais, em um auxílio único, [tipo Bolsa Família de R$ 600]. Quanto ao BPC para idosos, o ideal, segundo ele, seria que todo o público acima de determinada idade recebesse uma aposentadoria mínima, com valor menor que o piso nacional, que subiria a depender do número de anos de contribuição. Hoje, o benefício é pago pelo INSS a pessoas que não contribuíram."

"— Ou seja, você integraria o BPC do idoso com a Previdência e não com os demais benefícios assistenciais. Por exemplo, o benefício base poderia ser de 60% do salário mínimo e, para cada ano que contribuir com a Previdência, amplia em 2% — exemplifica Rolim."

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