Para o parlamentar, esses profissionais exercem papel fundamental e estratégico no SUS, por isso devem ser protegidos no exercício de suas atividades, sobretudo em áreas com altos índices de violência
Sem regulamentação do Fundeb, quase 1.500 municípios podem ficar sem R$ 3 bilhões em recursos
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Menos verbas adicionais significa mais problemas para a educação básica pública em 2021, sobretudo quanto ao pagamento dos salários dos profissionais do magistério.

Educação | A regulamentação do novo Fundeb é crucial para a educação pública a partir de 2021, em particular para o pagamento dos salários do pessoal do magistério. Sem essa regulamentação, menos verbas irão para estados e municípios.
Segundo reportagem do site Brasil de Fato (10), quase 1.500 municípios podem ficar sem R$ 3 bilhões adicionais já a partir do próximo ano, caso esse problema não se resolva antes do recesso parlamentar. Isto pode prejudicar um total de 7 milhões de estudantes.
Sobre o tema, PL 4.372/2020 — que regulamenta o Fundo — está agendado para hoje (10) no Plenário da Câmara dos Deputados. Problema se alongou mais porque o governo Bolsonaro atuou desde sempre para dificultar a aprovação e regulamentação do novo Fundeb. Continua, após o anúncio.
Sobre essa regulamentação do Fundeb, o professor Heleno Araújo, presidente da CNTE, alerta:
"A EC 108 definiu um prazo mais elástico, até junho do ano que vem, pra consolidar essa regulamentação [do Fundeb]. Mas ser regulamentado agora é importante pra já começar janeiro incluindo os 2% a mais de complementação da União. Se não regulamentar agora, vai adiar por seis meses a aplicação desses recursos e estados e municípios deixam de receber mais pra cuidar da educação já no inicio de 2021."
"Pode ser que as escolas tenham que conciliar [em 2021], por exemplo, aulas presenciais e atividades remotas ainda. Como vai ser isso sem verbas adicionais? Temos novos desafios agora", assinala Araújo. Continua, após o anúncio.
Medida Provisória
Se o Fundeb não for regulamentado no Congresso de forma rápida, estados e municípios podem querer que o presidente Bolsonaro edite uma Medida Provisória para intervir na questão. O problema é que uma MP vinda do governo pode piorar o que já foi aprovado pelos deputados e senadores em relação ao Fundo.
Outro problema
Segundo matéria do site Brasil de Fato (10):
"Além da batalha contra o relógio, os parlamentares que atuam na defesa do fundo se articulam para tentar modificar trechos do parecer do relator do PL 4.372/2020, deputado Felipe Rigoni (PSB-ES). O relatório não agradou parte da bancada da educação em diferentes aspectos. Um deles é a possibilidade de utilização do dinheiro do Fundeb para pagamento de outros trabalhadores, como psicólogos, assistentes sociais, etc." E também para destinação a escolas privadas.
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