Reajuste não pode passar de fevereiro porque, em primeiro lugar, era para ter sido implantado logo no mês passado, como reza o Art. 5º da Lei Federal nº 11.738/2008. Ou seja, já está atrasado onde não foi cumprido. Quanto a isso, destaque-se que os recursos para garantir tal implantação estão sendo religiosamente depositado nos cofres de estados, DF e municípios, conforme se pode conferir aqui e aqui.
A segunda razão é que, quanto mais prefeitos e governadores — na lábia — empurram a correção para frente, mais complicado se torna o cumprimento de tal reajuste, sobretudo quanto à retroatividade a 1º de janeiro. É como alguém que não paga uma conta que está menor e depois não pode mesmo mais pagar porque a dívida cresceu demais...
O outro fato relevante também é que, à medida que o tempo passa e a correção não ocorre, naturalmente a categoria passa a naturalizar o não cumprimento, seja por pessimismo, ceticismo ou desânimo. E aí a coisa tende a ser deixada de lado, inclusive até mesmo pelos sindicatos. É mais ou menos parecido com um bingo em que se passa batido.
Por isso, fevereiro é decisivo para o reajuste do magistério. Para a categoria, não é bom deixar essa conta ir para frente.
E o quê fazer? A saída — em nossa opinião — é lutar. Sobre isso, o magistério de Fortaleza nos dá um belo e bom exemplo.