Em vez de 14,95%, entidade prega 5,79%, que é o INPC acumulado, isto é, a inflação oficial de 2022. Prática golpista dessa entidade faz com que, todo ano, muitos prefeitos e governadores deixem de cumprir a lei da piso, em prejuízo de centenas de milhares de professores.
Aprovação do ajuste fiscal não deve impactar no reajuste do magistério em 2025
Expectativa é que correção do piso em janeiro se dê num patamar bem superior aos 3,62% deste ano
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Por Landim Neto
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Congresso encerrou votação da primeira etapa de medidas propostas pelo Governo Federal, o chamado "pacote de ajuste fiscal". O saldo não foi nada bom para a maioria do povo, em particular para os mais pobres. Ataques, por exemplo, foram feitos ao crescimento do salário mínimo, ao abono salarial e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Fundeb
Mudanças para pior no Fundeb, por outro lado, também foram aprovadas. No entanto, após enorme pressão da CNTE, alterações foram amenizadas e prejuízos caíram em 50% no tocante à complementação da União a esse fundo. E vigência da medida negativa ficou restrita apenas a 2025, contra proposta dos ministérios da Fazenda e Planejamento, que propuseram ajuste até 2030, o que significaria retirar muito mais dinheiro de estados e municípios destinado a pagar profissionais da educação, inclusive o piso do magistério.
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Reajuste do magistério
Medidas aprovadas pelo Congresso não devem impactar de forma negativa no reajuste dos professores em 2025, vez que a base de cálculo de tal correção são os anos de 2024 e 2023. Dessa forma, atualização em janeiro, segundo previsões de analistas, é que aumento fique bem acima dos 3,62% deste ano. Fala-se em índices que vão de 4% a 15%, ou até mais.
Para o reajuste de 2026, contudo, impacto negativo do pacote fiscal recém-aprovado poderá ser terrível. Mas isto será tema de uma matéria nossa a posterior.
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Mais recentes sobre o piso do magistério:
Ministro da Educação Camilo Santana ratificou índice de 14,95% já definido em portarias interministeriais. Atualização é retroativa a primeiro de janeiro e obrigatória para magistério da educação básica pública de estados, DF e municípios.
Percentual para 2023 é 14,95%, embora alguns gestores estejam arredondando para 15%, com efeito retroativo a 1º de janeiro.
"A importância do anúncio é para quebrar a resistência dos prefeitos e governadores. Como nós estamos já na segunda quinzena de janeiro, precisamos ganhar agilidade em termos de anúncio", diz Heleno Araújo, presidente da entidade, em cobrança ao Ministro da Educação Camilo Santana.
Índice para 2023 é 14,95%. Prefeito decidiu arredondar. A decisão foi tomada após negociação com representantes do Sindicato dos Servidores Municipais da cidade.










