Ministro da Educação Camilo Santana ratificou índice de 14,95% já definido em portarias interministeriais. Atualização é retroativa a primeiro de janeiro e obrigatória para magistério da educação básica pública de estados, DF e municípios.
O MEC não lançou nova portaria que define reajuste do magistério em 4,91%
Por enquanto, correção de 2026 permanece indefinida até que o MEC assuma uma posição definitiva sobre o assunto
Categorias: >> piso, >> educação, >> economia
Redação Dever de Classe, às 16:33
Começou a circular nas redes sociais neste sábado (3) o anúncio de que o MEC teria publicado nova portaria que define reajuste de 4,91% para o magistério em 2026, com valor nominal de R$ 5.145,65. Não procede. A portaria a que o site PEBSP se refere não diz respeito à atualização salarial deste ano, conforme explicamos abaixo.
Entenda melhor
O referido e conceituado portal cita como fonte para divulgar reajuste de 4,91% e valor nominal de R$ 5.145,65 a Portaria Interministerial nº 14, de 29 de dezembro de 2025. Essa portaria, no entanto, trata de estimativa para o VAAF-MIN FUNDEB deste ano, 2026. Qualquer efeito que tenha, será só para a correção salarial de 2027.
A portaria que estima o índice de atualização (0,37%) para este ano é a de nº 13, também de 29 de dezembro de 2025, pois é ela que trata do VAAF MIN FUNDEB 2025.
Continua, após o anúncio
Para entender o cálculo
(com base no VAAF MIN FUNDEB e lei do piso)
a) Última Estimativa 2024 (R$ 5.648,91);
b) Última Estimativa 2025 (R$ 5.669,79).
c) Evolução: 0,37%
- Esse é o índice estimado para 2026.
Promessa do ministro
Embora exista esse índice de 0,37%, correção de 2026 permanece indefinida até que o MEC assuma uma posição definitiva sobre o assunto. O ministro Camilo Santana prometeu recentemente na Paraíba que o reajuste deste ano não será menor que a inflação de 2025, em torno de 4,5%. Em breve, certamente anunciará que medida será tomada para que o magistério não fique no prejuízo.
Para entender melhor como é calculado o piso, leia explicações de advogado AQUI
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Percentual para 2023 é 14,95%, embora alguns gestores estejam arredondando para 15%, com efeito retroativo a 1º de janeiro.
"A importância do anúncio é para quebrar a resistência dos prefeitos e governadores. Como nós estamos já na segunda quinzena de janeiro, precisamos ganhar agilidade em termos de anúncio", diz Heleno Araújo, presidente da entidade, em cobrança ao Ministro da Educação Camilo Santana.
Índice para 2023 é 14,95%. Prefeito decidiu arredondar. A decisão foi tomada após negociação com representantes do Sindicato dos Servidores Municipais da cidade.



