Reforma Administrativa deixará o atual funcionário no meio de uma série de campos, todos com forte potencial para hostilizá-lo. Lutas por melhores condições de trabalho e salários podem se tornar bem mais difíceis.
Senado aprova isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil
Projeto do presidente Lula, medida reduz ainda o IR, gradualmente, para aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350
Categorias:
Dê uma contribuição ao site:
- Pix: apoie@deverdeclasse.org / >> Mais opções
Siga e receba atualizações:
Por unanimidade, o Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (5) — o projeto de lei (PL) do governo Lula (PT) que isenta do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. A medida ainda reduz o IR, gradualmente, para aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Atualmente, é isento do IR quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).
Beneficiados
O governo Lula calcula que cerca de 25 milhões de brasileiros vão pagar menos impostos, enquanto outros 200 mil contribuintes terão algum aumento na tributação.
Compensação
"Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%."
Com informações de Agência Senado e Agência Brasil
>> Leia mais em: Deputado Kim Kataguiri quer ver brasileiros pagando mais Imposto de Renda
Dê uma contribuição ao site!
- Pix: apoie@deverdeclasse.org / >> Mais opções
Siga e receba atualizações:
Leia mais
Pec 32 é para o atual servidor; se aprovada, funcionário futuro nem existirá, salvo raras exceções
Texto da Reforma Administrativa só considera servidor nos moldes atuais os poucos enquadrados nas 'carreiras típicas de Estado. Maioria — Saúde e Educação — passará a ser funcionário privado lotado em órgãos públicos.
Servidor deve olhar com sangue nos olhos para cada parlamentar que votar a favor da Pec 32
Projeto visa tornar o serviço público uma mera extensão dos interesses de grandes corporações econômicas e reeditar velhas práticas coronelistas do século passado.
Texto prevê demissão de estável e concursado, contratação por até 10 anos sem concurso público, redução de jornada e salário, vedação de vários direitos, e terceirização e privatização de todo o Estado brasileiro, principalmente na Saúde e Educação. Atuais e futuros funcionários são atingidos.
Oposição na Câmara já conseguiu impedir votação do relatório do projeto em quatro ocasiões. Servidores prometem continuar pressão nesta quinta-feira (23) para que medida seja engavetada.




