Governo anuncia serviço digital, em vez de funcionários e concursos públicos! Leia e compartilhe...

19/02/2019 07:42

"Isto será um erro e um 'tapa na cara' de muitos concurseiros que ajudaram a eleger o novo governo", pondera especialista 

Economia | O governo Bolsonaro quer implantar na máquina estatal do país um modelo digital que evite a contratação de servidores e a autorização de novos concursos públicos. Sobre isso, Paulo Uebel — secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia — diz que, para começar, em 2019 está descartada qualquer ideia de concurso.

Em entrevista publicada no 'Estado de Minas' (18), Uebel afirma: "Cada serviço público que for transformado (em digital) tem um potencial de economia muito grande. Depende da complexidade do serviço e quantas pessoas estão envolvidas."

Dentre os órgãos que poderão extinguir concursos públicos e evitar a contratação de novos servidores, está o INSS. Sobre isso, diz também Uebel: "Temos um trabalho muito grande, de um compromisso do presidente (Jair Bolsonaro) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, de transformar o INSS, para que as pessoas possam requerer os serviços e benefícios de forma digital." Continua, após o anúncio.

E os concurseiros?

Órgãos públicos digitais se contrapõem aos anseios de milhões de brasileiros — em particular jovens — que sonham entrar no serviço público através de concurso. E agora, que rumo tomarão? 

Segundo o economista carioca Flávio B Santos, tudo indica que o governo Bosonaro deverá, aos poucos, extinguir os concursos públicos em muitas áreas e adotar o 'serviço digital', como ora promete. 

"Caso precise de pessoas para operar programas de computador, o governo optará por terceirizados. Isto será um erro e um tapa na cara de muitos concurseiros que ajudaram a eleger o novo governo", pondera o especialista.

Leia também:

Dinheiro | Pelas regras ultra rigorosas que o governo Bolsonaro quer impor a quem quiser se aposentar, muitos conquistarão direito ao benefício somente quando já estiverem mortos. Não é exagero. É conclusão óbvia que se tira da imposição de uma idade mínima (65 anos) que maioria não alcançará, somada a tempo mínimo de contribuição (40 anos) quase...