Grande mídia não diz, mas dívida de mega empresas privadas com a Previdência dá para pagar 7,5 milhões de aposentados por 5 anos! Leia e compartilhe...

14/02/2019 13:34

Paulo Paim — PT-RS — presidiu no Senado CPI que mostrou quem de fato causa rombo na previdência. Paim é contra qualquer reforma que prejudique os trabalhadores. Foto: Agência Brasil.
Paulo Paim — PT-RS — presidiu no Senado CPI que mostrou quem de fato causa rombo na previdência. Paim é contra qualquer reforma que prejudique os trabalhadores. Foto: Agência Brasil.

Se as grandes empresas pagarem os R$ 450 bilhões que devem à Previdência, não é necessário aumentar idade mínima para aposentadoria ou estabelecer mínimo de 40 anos de contribuição para quem quiser benefício integral

Economia | O argumento número um usado pelo governo Bolsonaro para atacar a aposentadoria dos trabalhadores é o famoso "rombo" no sistema. Por isso — alegam o capitão e sua equipe econômica — maioria do povo tem que aceitar idade mínima maior para ir para casa, e 40 anos de contribuição para quem quiser benefício integral. Isto é defendido diariamente nos grandes veículos de comunicação, como Globo, Folha, Estadão, Veja e outros país afora. Continua, após o anúncio.

O que essa grande mídia não diz, contudo, é que não é o povo que gera déficit no setor, e sim grandes empresas privadas. Segundo CPI do Senado presidida por Paulo Paim (PT-RS) e concluída em 2017, grandes corporações devem R$ 450 bilhões ao sistema previdenciário público brasileiro. Tal quantia daria para bancar — por 5 anos — 7,5 milhões de aposentados de baixa renda, a R$ 1.000,0 por mês cada um. Não é pouca coisa, portanto.

Dentre as maiores empresas devedoras da Previdência, segundo o site Repórter Brasil, estão JBS, Bradesco, Lojas Americanas e muitas outras de mesmo porte financeiro. É tudo empresa de gente bilionária, que usa a sonegação para manter patrimônios individuais astronômicos no Brasil.

Trabalhadores não devem, portanto, aceitar perder direitos com a reforma que Bolsonaro quer aprovar ainda neste primeiro semestre de 2019. O correto é exigir que as grandes empresas paguem o que devem à Previdência.

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