Partido de Bolsonaro enfrenta Moro e aciona STF para vetar as principais leis anticorrupção do país! Leia e compartilhe...

17/02/2019
Sérgio Moro, super ministro da Justiça, criou pacote contra a corrupção agora combatido pelo principal partido do governo Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi
Sérgio Moro, super ministro da Justiça, criou pacote contra a corrupção agora combatido pelo principal partido do governo Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi

Na verdade, a ação do PSL no sentido de vetar leis  anticorrupção é uma medida de autoproteção, pois líderes do partido sabem que governo Bolsonaro é repleto de denúncias de escândalos 

Política | O PSL — sigla de Bolsonaro — decidiu enfrentar o ministro Sérgio Moro e acionou o Supremo Tribunal Federal para barrar medidas contra a corrupção. Segundo a Folha de S.Paulo (17), esse partido questiona as "principais leis anticorrupção do país: a que tipifica o crime de obstrução de Justiça e regulamenta as delações, e a que permite punir empresas por atos contra a administração pública."

Ainda segundo a Folha, o PSL também "contesta a lei das prisões temporárias, sobretudo a parte que autoriza que se prendam suspeitos de crimes contra o sistema financeiro." Continua, após o anúncio.

Precaução

Na verdade, a ação do PSL no sentido de combater leis contra a corrupção é uma medida de autoproteção. O partido de Bolsonaro sabe que o atual governo é permeado de escândalos, como o caso dos laranjas comandados por Bebianno, dos cheques do motorista Queiroz e de vários ministros acusados de outros ilícitos. Assim, para a sigla e o governo, é vital que o STF vete leis contra roubalheiras.


Moro vai calar?

Barrar leis anticorrupção colide com o discurso moralista que elegeu o presidente Bolsonaro e também se opõe ao pacote proposto pelo ministro Sergio Moro. E agora, super ministro, o que o senhor fará?

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Montante é 12,32% a mais que o recebido no mesmo período de 2022. Levando-se em conta que o reajuste do magistério deste ano (14,95%) é 18,29% menor que o de 2022 (33,24%), nada justifica dizer que não há dinheiro para a correção salarial deste 2023.
Com o Fundeb, montante sobe para 5,8 bi, isto é, 1,2 bi a mais. Recurso é referente ao 3º decêndio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) deste mês de janeiro, maior 23,65% em relação ao mês período de 2022. Dados mostram que é possível cumprir reajuste do magistério deste 2023.
Não é pouco dinheiro. Só de salário, em 2022 foram R$ 260.717.886. Em 2023, parlamentares já tiveram 16,37% de aumento neste mês de janeiro e terão mais 6,12% em abril, o que elevará a conta ainda mais. Isto sem falar nas incontáveis outras regalias que têm. Confira tabela.