Jovens pobres têm mais dificuldade para estudar e trabalhar

21/01/2023

Cerca de 15% dos jovens de 15 a 29 anos, que correspondem a 7,6 milhões de pessoas, não frequentavam escola formal, não trabalhavam e não estavam procurando trabalho em 2021. Estudo foi publicado recentemente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Economia | O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) publicou recentemente em seu portal um estudo que mostra que jovens de baixa renda tem mais dificuldade para estudar e trabalhar. Pela pesquisa, "cerca de 15% dos jovens de 15 a 29 anos, que correspondem a 7,6 milhões de pessoas, não frequentavam escola formal, não trabalhavam e não estavam procurando trabalho em 2021."

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O estudo diz que em relação aos jovens que não frequentavam escola nem tinham trabalho e também não buscavam ocupação, os principais motivos alegados para a não procura eram a necessidade de cuidar dos afazeres domésticos, do(s) filho(s) ou de outro(s) parente(s)(36%); problemas de saúde ou gravidez(14%); e o fato de estarem estudando(12%). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.
O estudo diz que em relação aos jovens que não frequentavam escola nem tinham trabalho e também não buscavam ocupação, os principais motivos alegados para a não procura eram a necessidade de cuidar dos afazeres domésticos, do(s) filho(s) ou de outro(s) parente(s)(36%); problemas de saúde ou gravidez(14%); e o fato de estarem estudando(12%). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.

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Pesquisa diz também que, ao contrário dos jovens pobres, os jovens de famílias de alta renda encontravam menos dificuldade de inserção no mercado de trabalho. A maioria trabalhava em 2021 e parcela ínfima buscava trabalho. Vale notar que parte relevante (cerca de 23%) conseguia frequentar a escola e trabalhar ou realizar estágio de ensino superior. 

Já o percentual de jovens de alta renda que não frequentava escola, não trabalhava e não buscava trabalho era bem pequena, exceto entre aqueles com 18 ou 19 anos de idade. Os dados sugerem que essa parcela não estava frequentando ensino regular, que é a categoria pesquisada pelo IBGE, mas outros cursos, como os pré-vestibulares.

Fonte: DIEESE


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