Descontada a inflação oficial, piso do magistério cresceu apenas 1,44%

02/02/2025

Atualização real do magistério foi menor até que o ganho real do salário mínimo, que em 2025 ficou em 2,5% 

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Por Landim Neto

Editor do site

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ia 31 do primeiro mês do ano (sexta-feira), o ministro da Educação fez publicar no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria nº 77/2025, oficializando o reajuste do magistério para 2025. Índice é de 6,27%, e valor nominal passou a ser R$ 4.867,77, com aplicação retroativa a 1º de janeiro.

Reação de gestores

Tão logo tal reajuste foi oficializado, muitos prefeitos e governadores — sob a batuta do presidente da CNM — passaram a cuspir novamente o surrado e falso discurso de que "estados e municípios vão quebrar" se cumprirem tal preceito legal. Alegam, de forma canalha, que índice de 6,27% é muito alto. Tudo mentira. 



Crescimento real

Quando o assunto é aumento de salários, o que vale é o ganho real que representa e não o percentual em si. No caso do magistério, descontada a inflação oficial medida pelo *IPCA, que fechou o ano passado em 4,83%, o ganho real é de apenas 1,44%. 

Basta fazer a continha básica: 6,27% - 4,83% = 1,44%. Esse índice de 1,44% é menor até que o ganho real do salário mínimo deste ano, que ficou em 2,5%. 

Como um aumento real de 1,44% pode quebrar estados e municípios? Só nas maquinações caloteiras de muitos prefeitos e governadores.

Fazer cumprir

Oficializado pelo MEC, prefeitos e governadores têm apenas agora de cumprir o reajuste do magistério de 2025. E com efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro, tal como está na Portaria assinada pelo ministro Camilo Santana. Categoria e seus sindicatos devem ficar muito atentos em relação a isso.

* Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)

(Com informações de Agência Brasil, 31/01;2024)

Aguarde em breve mais informações!


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Mais recentes sobre o piso do magistério:

Em vez de 14,95%, entidade prega 5,79%, que é o INPC acumulado, isto é, a inflação oficial de 2022. Prática golpista dessa entidade faz com que, todo ano, muitos prefeitos e governadores deixem de cumprir a lei da piso, em prejuízo de centenas de milhares de professores.
Ministro da Educação Camilo Santana ratificou índice de 14,95% já definido em portarias interministeriais. Atualização é retroativa a primeiro de janeiro e obrigatória para magistério da educação básica pública de estados, DF e municípios.
"A importância do anúncio é para quebrar a resistência dos prefeitos e governadores. Como nós estamos já na segunda quinzena de janeiro, precisamos ganhar agilidade em termos de anúncio", diz Heleno Araújo, presidente da entidade, em cobrança ao Ministro da Educação Camilo Santana.
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