Em vez de 14,95%, entidade prega 5,79%, que é o INPC acumulado, isto é, a inflação oficial de 2022. Prática golpista dessa entidade faz com que, todo ano, muitos prefeitos e governadores deixem de cumprir a lei da piso, em prejuízo de centenas de milhares de professores.
Descontada a inflação oficial, piso do magistério cresceu apenas 1,44%
Atualização real do magistério foi menor até que o ganho real do salário mínimo, que em 2025 ficou em 2,5%
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Por Landim Neto
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ia 31 do primeiro mês do ano (sexta-feira), o ministro da Educação fez publicar no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria nº 77/2025, oficializando o reajuste do magistério para 2025. Índice é de 6,27%, e valor nominal passou a ser R$ 4.867,77, com aplicação retroativa a 1º de janeiro.
Reação de gestores
Tão logo tal reajuste foi oficializado, muitos prefeitos e governadores — sob a batuta do presidente da CNM — passaram a cuspir novamente o surrado e falso discurso de que "estados e municípios vão quebrar" se cumprirem tal preceito legal. Alegam, de forma canalha, que índice de 6,27% é muito alto. Tudo mentira.
Crescimento real
Quando o assunto é aumento de salários, o que vale é o ganho real que representa e não o percentual em si. No caso do magistério, descontada a inflação oficial medida pelo *IPCA, que fechou o ano passado em 4,83%, o ganho real é de apenas 1,44%.
Basta fazer a continha básica: 6,27% - 4,83% = 1,44%. Esse índice de 1,44% é menor até que o ganho real do salário mínimo deste ano, que ficou em 2,5%.
Como um aumento real de 1,44% pode quebrar estados e municípios? Só nas maquinações caloteiras de muitos prefeitos e governadores.
Fazer cumprir
Oficializado pelo MEC, prefeitos e governadores têm apenas agora de cumprir o reajuste do magistério de 2025. E com efeitos financeiros a partir de 1º de janeiro, tal como está na Portaria assinada pelo ministro Camilo Santana. Categoria e seus sindicatos devem ficar muito atentos em relação a isso.
* Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
(Com informações de Agência Brasil, 31/01;2024)
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Ministro da Educação Camilo Santana ratificou índice de 14,95% já definido em portarias interministeriais. Atualização é retroativa a primeiro de janeiro e obrigatória para magistério da educação básica pública de estados, DF e municípios.
Percentual para 2023 é 14,95%, embora alguns gestores estejam arredondando para 15%, com efeito retroativo a 1º de janeiro.
"A importância do anúncio é para quebrar a resistência dos prefeitos e governadores. Como nós estamos já na segunda quinzena de janeiro, precisamos ganhar agilidade em termos de anúncio", diz Heleno Araújo, presidente da entidade, em cobrança ao Ministro da Educação Camilo Santana.
Índice para 2023 é 14,95%. Prefeito decidiu arredondar. A decisão foi tomada após negociação com representantes do Sindicato dos Servidores Municipais da cidade.











