>> Por Redação / Em e-mail ao Dever de Classe, a pedagoga carioca Carmen M Costa sugere que o piso do magistério deveria ser reajustado com base no piso do DIEESE. "Defasagem salarial é enorme na maioria das redes de ensino e não será resolvida com esse atual cálculo tímido de reajuste anual do magistério. É preciso tomar o piso do DIEESE como referência", diz a educadora, especialista em Políticas Públicas. (Ver íntegra dos argumentos ao final da matéria, inclusive com sugestão de nova equação para os reajustes).
Entenda
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), faz estudo e divulga todo mês o valor real do salário mínimo a partir do custo da Cesta Básica de alimentos mais cara do país, em levantamento rigoroso feito nas 27 capitais.
Constituição
Com base na pesquisa de novembro último, por exemplo, o mínimo nacional —
calculado de forma científica pelo DIEESE —
deveria ter sido R$ 7.067,18. Para chegar a esse valor, além do custo dos alimentos, órgãos se baseiam no princípio constitucional "que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência."
Confira argumentos da pedagoga mais abaixo