Critério de correção, que consta na Lei do Piso, vale desde 2009 e, agora, mais do que nunca, já que ele foi recentemente ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
As "preocupações" de Camilo Santana com o reajuste 2026 dos professores
>> Segundo um leitor do Dever de Classe que trabalha no MEC, "ministro teme que reajuste abaixo de 10% frustre novamente a categoria", como ocorreu em 2025
>> Camilo já chegou a comentar recentemente no UOL que "não há argumento para município não pagar piso ao professor", o que vale também para os estados e DF
>> Categorias: piso do magistério, educação, economia
>> Por Redação / Começou dezembro e parece que não são apenas os professores que ficaram mais ansiosos por conta do reajuste do magistério, que desde 2010 é anunciado no último mês do ano. Temos recebido muitos e-mails a esse respeito.
"Preocupação do ministro"
Uma dessas mensagens que recebemos, de um leitor do Dever de Classe em Brasília, diz que o ministro Camilo Santana também estaria preocupado com o índice de atualização que deve ser aplicado logo a partir de 1º de janeiro de 2026, tal como reza a Lei Federal 11.738/2008. Ele diz:
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"Camilo Santana teme que reajuste abaixo de 10% frustre novamente a categoria, como ocorreu em 2025. Foi o que já ouvi nos corredores do MEC."
Recentemente, Camilo Santana declarou no UOL que gestores têm dinheiro para pagar o piso, o que é uma grande verdade.
Sobre a "preocupação do ministro"
É importante que o ministro Camilo Santana "esteja preocupado" com o reajuste dos professores, afinal já estamos em dezembro e ele anunciou no primeiro semestre que data do anúncio poderia ser mudada para o meio do ano, o que não ocorreu. Ficou mesmo para o mês em curso.
É importante também que se preocupe com o percentual, dado que a CNTE divulgou recentemente que correção de 2026 pode ficar abaixo da inflação oficial, algo de fato preocupante. Um reajuste abaixo de 10%, tal como se referiu nosso leitor em relação à suposta preocupação do ministro — não soaria muito bem para centenas de milhares de professores em todo o Brasil, sobretudo em ano eleitoral.
O que pode acontecer
Reajuste alto ou baixo do piso dos professores depende basicamente de dois componentes: desempenho da economia nacional e número de matrículas. Segundo dados do próprio governo federal, o primeiro componente vai muito bem. Quanto às matrículas, análise de um especialista publicada aqui no Dever de Classe indica que caíram, o que pode contribuir para um reajuste razoável em 2026, entre 10% e 15%.
Por enquanto, resta esperar. Até dia 31 deste mês, sairá o novo valor do piso e o percentual de correção. Não cremos que fique abaixo de 10%.
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Mais recentes do tópico piso do magistério:
MEC. O Dever de Classe enviou questionamento sobre isso ao ministro Camilo Santana. Mas gestores já podem aplicar a lei.
PISO MAGISTÉRIO. Aplicado devidamente, 3,62% de 2024 eleva remuneração final a um bom valor. Confira tabela, ao final da matéria.
Atualizada em 29/08/2024, às 16:19
Quadro comparativo mostra o quanto os docentes ganham mal em relação a outras categorias de mesma formação acadêmica ou até de titulação inferior.
Entidade elenca uma série argumentos econômicos que comprovam a viabilidade de reajuste acima de 3,62%.
Professores 20h (um turno) recém convocados podem chegar a R$ 4.354,06, melhor remuneração inicial em relação a todos os estados do Brasil.
Embora percentual já esteja anunciado, alteração pode e deve ser feita.
Proposta pode elevar correção para perto de no mínimo 7%.








