Argentina | "Macri acabou nossa aposentadoria", diz professora! Leia e compartilhe...

04/05/2018 15:16

Brasília - Presidentes Maurício Macri, da Argentina, e Michel Temer se cumprimentam no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/ Agência Brasil)
Brasília - Presidentes Maurício Macri, da Argentina, e Michel Temer se cumprimentam no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Pintado como uma esperança pelos coxinhas argentinos, e como um exemplo a ser seguido por Temer, pelos coxinhas brasileiros, Macri só leva arrocho aos trabalhadores de seu País 

DA REDAÇÃO | A advogada piauiense Clara N Ramos nos relatou uma conversa que teve com uma professora em Buenos Aires, em primeiro de maio deste ano. Clara relata que, para a educadora Florencia Carrizo, o presidente Mauricio Macri praticamente acabou com a aposentadoria dos trabalhadores da Argentina, tal como Temer quer fazer no Brasil. (Compare as propostas dos dois mais abaixo, baseadas no que chamam de Estado Mínimo e cortes de supostas regalias dos trabalhadores).

Além da questão da aposentadoria, a professora argentina falou ainda que o custo de vida está muito alto, pois os juros sobem, o dólar dispara, o peso se desvaloriza, o que corrói ainda mais a média salarial de todos os trabalhadores. "Es muy difícil trabajador vivir", desabafou a educadora. (Continua, após o anúncio).

Sobre isso, o jornal Valor Econômico divulgou hoje (04) que o Banco Central da Argentina subiu a taxa de juros para 40%. É o terceiro aumento em apenas uma semana. O Valor destaca também que o ministro Nicolás Dujovnes, da Fazenda, declarou que a meta (altíssima) de inflação para este ano continuará em 15%.


Fim da aposentadoria

Aprovada em dezembro de 2017, mesmo após intensos protestos de rua, a reforma da previdência da Argentina só trará mais sacrifícios aos trabalhadores, tal como denuncia a professora Florencia Carrizo . Macri fez o que praticamente Michel Temer quer impor no Brasil: fim da possibilidade de se aposentar para a classe laboral. Ver alguns pontos já aprovados na terra de Diego Maradona e compare em seguida com o que os golpistas querem aplicar no Brasil. (Ver após anúncio).

  • Idade mínima - As mulheres argentinas, mesmo após 30 anos de contribuição, só poderão se aposentar a partir dos 60 anos. Os homens, também mesmo depois de três décadas de contribuição, só poderão ir para casa a partir de 65 primaveras. E o benefício para ambos é de apenas 82% do salário mínimo. (Com informações de Folha de S.Paulo 19/12/2017).
  • Fórmula do reajuste - Benefícios serão reajustados por fórmula que leva em conta apenas 70% da inflação oficial e 30% da alta dos salários do pessoal da ativa. Como se vê, perdas enormes para os trabalhadores argentinos. (Com informações de Folha de S.Paulo 19/12/2017).

No Brasil, a reforma do Temer caminha para o mesmo rumo. 

Idade mínima. No projeto apresentado pelos golpistas, a idade mínima para homens é de 65 e, para mulheres, 62. (Continua, após o anúncio).

Aposentadoria integral. Só terá quem contribuir por no mínimo 40 anos. Porém mesmo assim, o cálculo será feita a partir de uma média que, segundo especialistas, rebaixará o benefício em relação ao pessoal da ativa. 

Paridade. Projeto, tal qual o argentino, prevê também o fim da paridade. Ou seja, o aposentado não mais terá direito a reajustes conquistados pelos que ainda estiverem no batente.

Pintado como uma esperança pelos coxinhas argentinos, e como um exemplo a ser seguido por Temer, pelos coxinhas brasileiros, Macri só leva arrocho aos trabalhadores de seu País. E é o caminho que Temer quer continuar a seguir no Brasil. 

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