Após autorizar reajuste para STF, Senado corta pela metade Fundo para Educação e Saúde! Leia mais e compartilhe...

09/11/2018 21:00

Senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo Temer no Senado e articulador do projeto que cortou fundo para Saúde e Educação / Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo Temer no Senado e articulador do projeto que cortou fundo para Saúde e Educação / Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Dinheiro que iria para ajudar na manutenção de escolas e hospitais públicos, bem como para incrementar salários de pessoal desses setores, vai agora para expansão de gasodutos e para o fundo de participação de Estados e municípios 

Economia | Um dia após conceder reajuste salarial de 16,38% para os ministros do STF e membros da Procuradoria Geral da República (que passarão a ganhar quase R$ 40 mil), o Senado aprovou hoje (8) o corte pela metade de uma das fontes de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, destinado a investimentos em saúde e educação. Informe é do jornal Estado de São Paulo. Dinheiro que iria para ajudar na manutenção de escolas e hospitais públicos, bem como para incrementar salários de pessoal desses setores, vai agora para expansão de gasodutos e para o fundo de participação de Estados e municípios. (Continua, após o anúncio).

Educadores e pessoal da Saúde se revoltam

Pelas redes sociais, muitos profissionais do magistério e da Saúde demonstraram muito descontentamento com o corte de verbas dessas pastas e o absurdo aumento dado aos ministros do STF e aos membros da PGR. "Que País é este, onde um ministro ganha quase R$ 40 mil, professores vivem na miséria e o Senado ainda corta verbas da Educação?", indaga a educadora Sâmia Aragão, pelo Facebook. "É uma safadeza! Os hospitais públicos e seus profissionais, na maioria, estão depenados. Aí vem um Senado quase todo corrompido e corta mais verbas da gente", desabafa o Técnico em Enfermagem Raimundo Lima, também pelo face.


A "esperança"

O corte de 50% em fundo da Saúde e Educação ainda precisa ser aprovado na Câmara dos Deputados. No entanto, como Michel Temer também tem maioria por lá, o mais provável é que, caso a votação ainda seja este ano, o projeto seja ratificado naquela casa. "Minha esperança é o Bolsonaro assumir e vetar essa imoralidade", diz a pedagoga Lúcia Evangelista.

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