DA REDAÇÃO | A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) é a relatora da PEC 24/2017, que torna o Fundeb permanente, vez que, pela legislação atual, esse fundo está próximo de encerrar sua vigência. A PEC é de autoria da também senadora Lídice da Mata (PSB-BA). A proposta está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.
Tarcísio não é assim tão contrário à pena aplicada a Bolsonaro
Pelo que escreveu o governador de SP, o problema é a punição ser "desproporcional". "Desproporcional" a quê?
Governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.
- Colabore! Pix: apoie@deverdeclasse.org / Mais opções
Política / Tarcísio de Freitas deixou escapar em uma postagem no X (ex-Twitter) que não é assim tão contrário à pena de 27 anos, três meses e multa aplicada a Jair Bolsonaro, embora seu objetivo autodesmascarado tenha sido o de demonstrar "solidariedade" ao 'mito'. Pelo que escreveu o governador de São Paulo, o problema da pena é ser "desproporcional". Desproporcional a quê? Tire suas próprias conclusões a seguir com a postagem e breve análise textual da mesma.
A postagem
"Se não se pode transigir com a impunidade, também não se pode desprezar o princípio da presunção da inocência, condenando sem provas. O resultado do julgamento, infelizmente, já era conhecido. Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma sentença injusta e com PENAS DESPROPORCIONAIS. penas desproporcionais. a história ria se encarregará de desmontar as narrativas e a justiça ainda prevalecerá. Força, presidente. Seguiremos ao seu lado!" (Grifos nossos).
Ver breve análise mais abaixo.
Leia também:
- Governadores comemoram em suas tocas a condenação
- Com ou sem Fux, condenação de Bolsonaro já é 100% certa
- Os próximos tempos de Jair Bolsonaro serão na cadeia
- Esquerdista fala em "exagero" e sugere diminuir pena de Bolsonaro
Siga e receba atualizações
As entrelinhas do texto
Tarcísio engana muito bem o 'mito' durante quase todo sua postagem, mas se entrega antes de chegar ao final. Veja:
"não se pode desprezar o princípio da presunção da inocência, condenando sem provas. O resultado do julgamento, infelizmente, já era conhecido. Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma sentença injusta e com PENAS DESPROPORCIONAIS."
Quase tudo mostra um Tarcísio de Freitas "solidário" com Bolsonaro e demais condenados, tentando passar a perna no 'mito':
- não se pode desprezar o princípio da presunção da inocência;
- condenando sem provas;
- resultado do julgamento, infelizmente, já era conhecido (cartas marcadas);
No entanto, o governador se autodesmascara:
Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma sentença injusta e COM PENAS DESPROPORCIONAIS...
- não houve o respeito ao princípio da presunção da inocência;
- a condenação foi sem provas;
- o julgamento foi de cartas marcadas e
- há vítimas de uma sentença injusta,
- por que usar o termo "PENAS" e dizer que são "DESPROPORCIONAIS"?
O termo "PENA", no ambiente judicial, só pode ser usado em casos de crime, delito, ilícito. Etimologicamente, palavra vem do Latim 'poena', que significa "castigo", "punição", algo que deve ser imposto a criminosos. Castigos não são aplicados a inocentes. Em relação ao Grego, termo vem de "poine", "derivado de uma raiz do Sânscrito PUNYA, "puro, limpo", ligado à ideia de "purificar" ou "limpar" através do castigo", segundo o site Origem da Palavra. Em síntese: "penas" são para criminosos, sobretudo no espaço judicial de uma Suprema Corte.
Pena nenhuma
Então, se "não houve crime nenhum", como diz Tarcísio na primeira parte de seu texto, não poderia haver também pena nenhuma, nem maior nem menor. Nem "proporcional" ou "desproporcional". O texto de Tarcísio, portanto, deveria ter terminado assim, caso o governador fosse mesmo sério em relação ao 'mito' e demais:
"Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma perseguição política e criminosa por parte do senhor Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Jair Messias Bolsonaro e demais injustiçados no processo SÃO INOCENTES E NÃO MERECEM PENA NENHUMA! EU BOTO A MINHA MÃO NO FOGO PELO MITO!"
Todavia, o que fez Tarcísio? Usou a expressão "PENAS DESPROPORCIONAIS". Com isso, na prática quer dizer somente que o castigo ou punição está acima do merecido, ou seja, "desproporcional" aos tamanhos dos delitos praticados. Com outras palavras, ele reconhece os crimes dos condenados, mas ressalva que as penas deveriam ser mais baixas, isto é, "proporcionais" à gravidade dos mesmos.
Sem a multa e os três meses
E o quê, para Tarcísio, seria uma "pena proporcional" no caso dos delitos de Jair Bolsonaro? Provavelmente, Tarcísio tiraria a multa e os três meses e deixaria só os 27 aninhos de cana.
Governador Tarcísio, o 'mito' é criminoso. Burro, não.
A postagem:
Se não se pode transigir com a impunidade, também não se pode desprezar o princípio da presunção da inocência, condenando sem provas. O resultado do julgamento, infelizmente, já era conhecido. Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma sentença injusta e com penas…
— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) September 12, 2025
Mais recentes...
Aposentada aproveita para dar um escracho em Temer. PEC tem como base o Piso Nacional do Magistério, que serviria de parâmetro para os tetos salariais de governadores, presidente da república, vereadores, deputados, senadores, ministros, juízes, desembargadores e outros burocratas do alto escalão.
Correção é linear e deve vigorar a partir do mês de janeiro, como reza a lei federal 11.738/2008. Todos os professores da educação básica de estados e municípios têm direito, independentemente do valor de suas remunerações
DA REDAÇÃO | A professora Fátima Lima Oliveira, Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo, fez duras e necessárias críticas ao projeto que tramita na Câmara dos Deputados com o nº 6114/2009 e que cria o Exame Nacional de Avaliação do Magistério da Educação Básica - ENAMEB. Na prática, os parlamentares querem que os professores da...
DA REDAÇÃO | Na educação básica pública de estados e municípios, professores no geral têm férias anuais de 45 dias. Em alguns lugares, o descanso anual chega a ser de dois meses. Na hora de pagar o abono de férias, no entanto, prefeitos e governadores descumprem a lei e engolem no geral 50% desse direito dos educadores.
DA REDAÇÃO | As organizações Globo são na chamada "grande imprensa" as maiores defensoras do fim da aposentadoria dos trabalhadores. Em particular, tentam convencer que a aposentadoria especial dos professores é um mal para o setor público e privado do País.
DA REDAÇÃO | Em 2017, o piso nacional dos professores foi reajustado em 7,64% e passou para R$ 2.298,80. Mesmo baixíssimo, a maioria dos prefeitos e governadores não pagou o percentual de correção, sob a velha e surrada desculpa de "crise".
Garantia tem suporte na Lei Federal 11.738/2008, a mesma que instituiu o piso nacional do magistério. E tem amparo também em qualquer contrato de trabalho público ou privado, que assegura que ninguém é obrigado a trabalhar além da carga horária prevista em acordo
DA REDAÇÃO | No vídeo abaixo, dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participam de audiência no Senado e falam sobre os enormes malefícios que a reforma da previdência poderá trazer para os profissionais do magistério, em particular para os professores.
Por Landim Neto* | Nina Simone teve sua vida marcada pela violência segregacionista norte-americana das décadas de 50 e 60 do século XX. Vítima de preconceitos, dedicou-se a denunciar com sua bela voz e piano os horrores do racismo e da discriminação social. Mais sobre Cultura









