Noventa anos de Elvis Presley, o Rei do Rock
Elvis ajudou a redefinir a cultura jovem, a linguagem do entretenimento e o papel da música popular no século XX
Ouvir samba é mergulhar em uma batida que conversa com o corpo e com a alma, revelando a essência da música brasileira. Cada batucada do pandeiro, cada cavaquinho bem marcado e cada coro que se levanta criam uma atmosfera de celebração, pertencimento e alegria coletiva

Música / "Quem não gosta do samba, bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé." Estes versos, compostos e gravados por Dorival Caymmi em 1940 na canção "Samba da Minha Terra" — tornaram-se um verdadeiro hino do samba brasileiro e dizem muito sobre esse gênero musical tão adorado no Brasil. Quem ouve e não gosta, é porque só pode estar com o miolo mole. Quem ouve e não dança, é porque certamente está com preguiça de se alegrar e viver.
Ouvir samba é mergulhar em uma batida que conversa com o corpo e com a alma, revelando a essência da música brasileira. Cada batucada do pandeiro, cada cavaquinho bem marcado e cada coro que se levanta criam uma atmosfera de celebração, pertencimento e alegria coletiva. O samba transforma qualquer ambiente em roda, aproximando pessoas desconhecidas como se fossem velhas amigas, unidas pelo mesmo compasso, pelo ritmo contagiante e pela tradição que atravessa gerações.
Ao escutar mestres como Cartola, Paulinho da Viola, Benito Di Paula ou Nelson Cavaquinho, o prazer vem da poesia refinada, da melodia suave e da melancolia bonita que só o samba brasileiro sabe traduzir. As letras falam de amores, saudades e esperanças com simplicidade e profundidade, convidando a sentir cada verso como se fosse uma história pessoal. É um conforto sonoro que abraça, acalma e reforça a força cultural do samba na música popular. Com Benito, a gente fica amigo até do Charlie Brown.
O samba também é pura energia quando ecoa nas vozes de Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e Jorge Aragão. Nesses momentos, ouvir samba é quase impossível sem bater o pé, balançar o corpo ou arriscar um refrão. "Deixa a vida me levar, vida leva eu..." A alegria é contagiante, o riso vem fácil e a sensação é de estar em plena festa, mesmo ouvindo sozinho em casa, em uma roda com amigos ou no caminho do trabalho.
Continua
As sambistas brasileiras, como Beth Carvalho, Alcione, Dona Ivone Lara e Leci Brandão, só para citar quatro entre tantas outras gigantes, acrescentam ainda mais encanto a essa experiência. Suas vozes potentes e emocionadas carregam histórias de resistência, afeto, identidade e andanças. "Vim, tanta areia andei... " O prazer de ouvi-las está na força com que transformam dor em beleza, luta em canto e cotidiano em arte.
No fim, o prazer de ouvir samba é sentir-se parte de uma tradição viva
da cultura nacional, que atravessa gerações sem perder frescor. Seja em um
clássico de Clara Nunes, em um partido-alto de Fundo de Quintal ou em um novo
sucesso que surge nas rodas, o samba oferece um refúgio afetivo e festivo, onde
cada batida de tamborim parece lembrar que a vida, apesar de tudo, merece ser
celebrada.
*Thiago M Medeiros é professor de música e seguidor do Dever de Classe
Envie também seu artigo para: envie@deverdeclasse.org
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Elvis ajudou a redefinir a cultura jovem, a linguagem do entretenimento e o papel da música popular no século XX
John Densmore disse que "tudo bem, vou deixar essa batida da bossa um pouco mais dura e mais rápida"
"O silêncio caiu sobre a multidão. Eles o carregaram para fora com tubos de oxigênio, e ele estava semiconsciente."
Um jeito mais lúdico de relembrar uma velha aula de Matemática ou Física
O escrito, cheio de belas imagens e reflexões, é de 1971, quando Jorge Mautner e Gilberto Gil estavam no exterior e o jornal ousava desafiar o período mais duro da ditadura militar brasileira