Entidade se reúne com governo e propõe redução drástica no reajuste do piso nacional do magistério!

28/12/2019

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Educação / Dos 12,84% previstos em lei para 2020, órgão ligado a prefeitos propõe redução para pouco mais de 3%. Valor oficial será anunciado na segunda-feira, 30.

Paulo Guedes, ministro da Economia, o homem que controla os cofres públicos do País. Foto: Agência Brasil .
Paulo Guedes, ministro da Economia, o homem que controla os cofres públicos do País. Foto: Agência Brasil .

A Confederação Nacional de Municípios quer rebaixar o reajuste do piso nacional do magistério previsto para 2020. Ligada a prefeitos, entidade esteve reunida dia 27 com o coordenador-geral do Fundeb — Fábio Henrique Ibiapina — para solicitar que a correção do piso se dê pela inflação oficial do governo e não mais pelo crescimento do custo-aluno, conforme reza a Lei Federal 11.738/2008. Ibiapina mostrou-se bastante sensível ao pleito da CNM e reajuste de 12,84% previsto para 2020 pode cair para pouco mais de 3%, que é a inflação estimada para este ano. Uma redução drástica, portanto e também defendida pelos governadores. Valor oficial será anunciado na segunda-feira, 30, garantiu o coordenador do Fundeb. Mas ele adiantou que o reajuste de 12,84% seria "insustentável", segundo matéria publicada (27) no site da própria CNM.

IMPORTANTE! 

Baseado na lei, entenda por que reajuste do piso dos professores não pode ser menor que 12,84% em 2020!

Mais ataque

Além de propor o reajuste do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é a inflação oficial, a CNM apresentou ainda ao governo federal uma outra alternativa para massacrar os educadores. A saída que também defendem é desvincular os reajustes do piso do magistério dos recursos do Fundeb. Só faltou reivindicar trabalho escravo para os docentes. 

Mobilização

Os professores de todo o País precisam se mobilizar. Caso prefeitos e governadores consigam que a forma de cálculo do piso seja mudada como propõe a CNM, reajustes cairão drasticamente, o que significará um enorme retrocesso para os educadores brasileiros.

Com informações de:  BLOG DO POVO

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