Diferenças dos 14,95% não pagas na data certa devem ser corrigidas, porque atualização do piso dos professores é em primeiro de janeiro. Especialista explica a questão.
Prefeitos têm alta de R$ 21,4 bilhões do FPM até mês de novembro
>> 20% dos recursos são depositados pelo Banco do Brasil diretamente nas contas do Fundeb
>> A comparação do crescimento é em relação ao mesmo período de 2024
>> Categorias: piso do magistério, educação, economia

>> Por Redação / Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STF), "o Banco do Brasil creditou em 28/11/2025 os recursos correspondentes à terceira parcela [decêndio] do mês de novembro de 2025 dos Fundos de Participação - FPM/FPE, no valor total de R$ 9.040.577.373,19." Com os 20% do Fundeb (R$ 2.285.884.978,60), depositados diretamente nas contas desse fundo, total sobe para R$ 11.326.462.351,79.
Prefeituras com cofres cheios
Alta em novembro
Segundo matéria no site da Confederação Nacional de Municípios (CNM), "o 3º decêndio [terceira cota] de novembro de 2025, comparado com mesmo decêndio do ano anterior, apresentou um crescimento de 13,90% em termos nominais. O acumulado do mês, em relação ao mesmo período do ano anterior, teve crescimento de 11,80%.
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Acumulado do ano: + 21,4 bilhões em relação a 2024
Também de acordo com a CNM, "considerando o acumulado do ano de 2025 e incluindo os repasses extras do 1% de julho e setembro, o FPM apresenta um crescimento nominal de 11,40% em relação ao mesmo período do ano anterior (+R$ 21,4 bilhões) e de 29,32% em relação a 2023", +R$ 55,03 bilhões.

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Movimento pode se estender por várias outras partes do País. No caso de Fortaleza, decisão foi tomada em Assembleia Geral com mais de 5 mil pessoas, entre docentes e funcionários de escolas.
O professor de Direito e Políticas Públicas da UFABC — Salomão Ximenes — diz que a lei do piso não foi revogada e que, inclusive, não há mudança de posicionamento no âmbito do Ministério da Educação.
Em muitas localidades, inclusive, o percentual é arredondado para 15% e até 16%.
Na aplicação linear de 14,95% para todos — como deve ser —, há uma valorização na carreira e o total é maior. No escalonamento, tudo fica achatado.
O percentual de 14,95% deve ser aplicado no salário-base de todos, de forma a repercutir na carreira. Escalonado, nivela por baixo, desestimula a formação e anula as progressões por tempo de serviço. Especialista explica melhor a questão.
A ideia é fazer um dia nacional de mobilização em frente aos tribunais em todo o Brasil, para inibir ações como a que ocorreu em uma cidade de Santa Catarina, onde uma juíza, a pedido do prefeito, suspendeu no município a portaria do MEC que ratificou a correção salarial deste ano.
Na absoluta maioria delas, percentual aplicado foi igual ou superior a 14,95%, correção calculada com base no crescimento do custo aluno dos dois anos anteriores, conforme reza a Lei Federal nº 11.738/08.








