Nove Facadas na Educação: O Caso de Manaus e a Crise da Violência Cotidiana Contra Professores no Brasil 

28/08/2026
Infelizmente, ocorrido está longe de ser um fato isolado. A profissão docente tem se tornado, a cada dia, uma atividade de alto risco, marcada por um cenário onde professores enfrentam no cotidiano inúmeras formas de violência.

Redação Dever de Classe, às 14:08

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Educação / Via e-mail, a professora pernambucana *Gláucia S Costa enviou ao Dever de Classe um ótimo e sucinto artigo sobre o preocupante caso do adolesce de 14 anos que deu nove golpes de faca em um professor numa escola particular de Manaus. Vale a pena conferir, dada a gravidade da situação.


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Imagem meramente ilustrativa/reprodução.
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Nove Facadas na Educação 

O brutal e recente ataque ocorrido em Manaus, onde um aluno de 14 anos atingiu seu professor com nove facadas durante uma aula, acendeu mais uma vez o sinal de alerta sobre a segurança no ambiente escolar. A tragédia vivida pelo jovem educador de apenas 23 anos — atacado covardemente em pleno exercício de sua função —, reflete a extrema vulnerabilidade a que profissionais da educação estão expostos. O episódio ultrapassa os limites do aceitável e escancara uma crise profunda na rotina de salas de aula por todo o país.

Infelizmente, este caso trágico está longe de ser um fato isolado. A profissão docente tem se tornado, a cada dia, uma atividade de alto risco, marcada por um cenário onde educadores enfrentam cotidianamente variadas formas de violência, que vão desde ameaças verbais e desacato até agressões físicas graves. O ambiente escolar, vocacionado para ser um espaço seguro de aprendizado e cidadania, vem sendo transformado em um território de medo e apreensão constante para quem dedica a vida a ensinar.

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Diante dessa realidade insustentável, é urgente a convocação de um mutirão nacional que reúna autoridades públicas, os pais de alunos e os profissionais do magistério. Essa aliança precisa debater com absoluta seriedade as causas dessa escalada violenta, sem transferir responsabilidades. A família precisa exercer seu papel no acompanhamento comportamental dos jovens, enquanto o Estado e a gestão escolar devem estruturar redes eficazes de apoio psicológico, mediação de conflitos e segurança.

Para conter essa crise, é indispensável a implementação de medidas enérgicas, sérias e imediatas que devolvam a dignidade e a integridade à rotina dos educadores. A naturalização da violência contra o magistério não pode continuar a prevalecer. Garantir um ambiente de paz e proteção para os professores não é apenas defender uma categoria profissional, mas assegurar o próprio direito das futuras gerações a uma educação de qualidade.

*Gláucia S Costa, professora e seguidora do Dever de Classe

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