Isolados juntos, certamente também na cadeia
Plano para matar presidente Lula e mais duas autoridades não foi coisa de dois ou três militares de menor importância dentro das Forças Armadas
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>> Por Redação / O senador Sérgio Moro (União-Brasil/PR) corre sério risco de passar uma boa temporada na cadeia, na companhia de seu irmão de ideias Jair Bolsonaro. Segundo matéria desta quarta-feira (3) da Folha de S.Paulo, a Polícia Federal já está no encalço do "ex-juiz ladrão", a mando do ministro do STF Dias Toffoli. Diz o jornal:
"As diligências são relacionadas a uma investigação sobre acusações feitas pelo ex-deputado estadual Tony Garcia contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), ex-juiz responsável pelas decisões relacionadas à operação."
"Garcia afirma ter sido obrigado a gravar pessoas de forma ilegal a pedido de Moro durante investigações do caso Banestado, em dezembro de 2004, como parte de seu acordo de delação premiada."
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Segundo também a Folha, o caso Banestado envolve a "soma de US$ 30 bilhões, movimentados entre 1996 e 1997. O principal destino do dinheiro no exterior era a agência do Banestado (Banco do Estado do Paraná) em Nova York."
Com a ordem de Toffoli, a Polícia Federal já começou a acessar informações dos terminais e computadores da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde tramitou a Operação Lava Jato e esse bilionário caso foi tratado.
Esse senador e "ex-juiz ladrão" terá muito o que explicar.
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Nos anos 1990, o capitão já defendia morte de 30 mil civis, entre os quais o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
Ex-presidente, a partir de agora, terá de provar o impossível, ou seja, que é inocente, e cadeia é o seu fim mais certo, com pena que tende a não ser pequena
O fato concreto é que a elite militar brasileira sempre teve o entendimento tosco de que ela é quem deve governar o País
Vinicius Torres Freire foi secretário de Redação da Folha de S.Paulo, e é mestre em administração pública pela Universidade Harvard (EUA)
Goste-se dele ou não, o fato concreto é que continua muito difícil de ser superado, e é praticamente imbatível para 2026. Não é idade, tombo em banheiro ou previsões furadas de detratores, como o global Merval Pereira, que vão tirar Lula do samba que a maioria dos brasileiros gosta de cantar e ouvir.
Apesar das pesquisas, continua no mínimo precitado atribuir ao ex-coach um superpoder que ele não tem, sobretudo quando se cogita que o superstar da pilantragem já é quase o presidente da República eleito em 2026. O arrivista, nem para prefeito de São Paulo passará.