Artigo defende com bons argumentos a redução do calendário escolar de 200 para 180 dias letivos, a partir de uma proposição feita por cidadãos no portal e-Cidadania do Senado
Professora diz que usa "pedagogia do choque" para "quebrar" apatia de alunos nas aulas
"O segredo é combinar velhos recursos conhecidos de todos nós com um tipo de ação inusitada que, literalmente, faça os alunos acordarem para a vida; me inspirei na famosa professora de português e apresentada de TV Cíntia Chagas; está dando certo"
Redação Dever de Classe, às 11:34
Apoie! Temos custos. Pix: apoio@deverdeclasse.org
Educação / Via e-mail, a professora baiana Célia M Pereira nos enviou uma espécie de artigo sobre como "quebrar" a apatia dos alunos em sala de aula, nos ensinos fundamental e médio. A docente diz que decidiu enviar seu "método pedagógico" após ler aqui no Dever de Classe o desabafo de um colega: É "brochante" preparar aula e chegar na hora ver aluno dormindo na carteira
Segredo
A educadora afirma também que "o segredo é combinar velhos recursos conhecidos de todos nós com um tipo de ação inusitada que, literalmente, faça os alunos acordarem para a vida; me inspirei na famosa professora de português e apresentada de TV Cíntia Chagas; está dando certo."
Confira a íntegra, após o anúncio. Aproveite e vote também na enquete abaixo.
O que faz a docente para motivar seus alunos
"Vi em maio deste ano no You Tube uma entrevista que a famosa professora de português e apresentadora de TV Cíntia Chagas deu ao jornalista Breno Altman, do canal Opera Mundi. Achei o máximo ela dizer que quando um aluno não estava prestando atenção ela jogava um copo d'água nele ou um pincel atômico. Parece que dava certo, senão ela não teria se tornado uma das professoras mais famosas do Brasil.
Pensei: vou testar essa "pedagogia do choque" com meus alunos. E comecei a aplicar.
Não cheguei ao ponto de jogar água ou pincel neles. Nem farei isso. Mas, quando vejo que tem um ou outro querendo dormir na carteira e outros já dormindo, eu bato com todas as minhas forças na mesa, umas três batidas, e dou um grito tão forte, tão forte que acorda até defunto.
Na primeira vez alguns ficaram como que meio assustados, outros até sorriram. Mas o resultado é que praticamente despertaram rapidinho e ficaram mais atentos para a aula.
Acho que gostaram, pois quando entro na sala, a maioria finge que está dormindo só para ouvir as batidas e o grito estridente que vou dar. Aí a aula flui mais normalmente
É claro que isso não funciona sozinho. A melhor maneira de motivar os alunos é com preparo rigoroso das aulas, mostra de domínio do conteúdo, uso de recursos materiais que a escola dispuser ou que você puder levar e alguns outros etcéteras que a gente aprende na universidade.
É preciso também verificar se não tem aluno autista, pois são sensíveis a barulho. Neste caso, essa "pedagogia do choque" não é recomendável."
Apoie! Temos custos. Pix: apoio@deverdeclasse.org
Publicidade
Leia mais em educação...
A atividade reuniu, em Brasília, entidades do movimento social e estudantil
Vestir-se bem para ensinar é uma forma de carinho com a sua rotina. Com criatividade, pesquisa e um tico de pechincha, dá para andar elegante, economizar e garantir que o único grande show da aula seja o seu conhecimento
Passar pano institucional para a barbárie é o que realmente nos paralisa. Autoridades e uma parcela considerável da sociedade desenvolveram uma habilidade extraordinária para eufemizar a crueldade contra educadores
Infelizmente, ocorrido está longe de ser um fato isolado. A profissão docente tem se tornado, a cada dia, uma atividade de alto risco, marcada por um cenário onde professores enfrentam no cotidiano inúmeras formas de violência.





