MP de Bolsonaro corta verbas de creches públicas e transfere para rede privada
Medida faz parte do "Auxílio Brasil" — novo "Bolsa Família", e dificultará o trabalho das prefeituras no atendimento a crianças de zero a dois anos de idade de famílias pobres e extremamente pobres. Educação Infantil fica ainda mais difícil de se manter. Tubarões do setor privado comemoram.
Publicidade

Educação | A Medida Provisória (MP) que cria o "Auxílio-Brasil", novo "Bolsa Família", fere de morte creches públicas para crianças carentes de famílias pobres e extremamente pobres. Medida zera os recursos para prefeituras e transfere para o setor privado. Um golpe cruel contra meninos e meninas de zero a dois anos de idade e em suas famílias, e um ataque violento à Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica. Tubarões do setor privado comemoram.
Segundo matéria da Folha de S.Paulo (12), com tal MP "governo [Bolsonaro] derrubou um dos pilares do Brasil Carinhoso, programa social criado em 2012 — governo Dilma Rousseff (PT) — para garantir o acesso e a permanência de crianças na Educação Infantil. Continua, após o anúncio.
Diz também a Folha:
"No Brasil Carinhoso, o governo federal repassa os recursos diretamente aos municípios. As transferências aos entes, que ultrapassaram R$ 1 bilhão em 2014, em valor corrigido pela inflação, foram diminuindo ano a ano e somaram cerca de R$ 8 milhões em 2020."
"Agora, com a edição da MP [do "Auxílio Brasil"], esses repasses serão extintos integralmente."
Dinheiro vivo vai direto para donos de creches particulares. Um retrocesso. Mais um desse governo genocida.
Compartilhe e curta abaixo nossa página no Facebook, para receber atualizações sobre este tema.
Faça uma pequena doação de um valor qualquer para que possamos continuar a manter este site aberto. Caso não possa ou não queira colaborar, continue a nos acessar do mesmo jeito enquanto estivermos ativos. Gratos.
Doar com PagSeguro
Curta nossa página e receba atualizações sobre este tema!
Mais recentes sobre educação...
CNTE contesta a medida, pois vê na mesma um estimulo à prática de dupla e tripla jornadas de trabalho, algo que os profissionais da educação tentam superar com a valorização da profissão
>> De casos isolados, a violência contra docentes evoluiu a uma epidemia silenciosa que ameaça não apenas a integridade física e emocional desses profissionais, mas também o próprio futuro da educação.
>> É comum ouvir que "a educação é a base de tudo". Mas como sustentar essa afirmação quando os professores, que são o alicerce desse sistema, recebem salários que mal cobrem suas necessidades básicas?
>> Por ser terminativo nas Comissões, caso não haja recurso para deliberação final em plenário, o projeto seguirá direto para o Senado Federal
>> Embora com certa dose de humor, situação na realidade é desagradável e reflete de alguma maneira cenas reais dos professores no Brasil.





