Chorar as pitangas dá alívio imediato, mas não dá reajuste, não reforma telhado e não impõe respeito pedagógico. O que os governos temem é o professor e a professora que se levantam, não os que choramingam pelos cantos
Baixa valorização e sobrecarga de trabalho faz talentos fugirem da carreira docente, diz especialista
O Prof. Dr. Renato Casagrande entende que "nenhum sistema educacional será melhor do que as pessoas que conseguir atrair, desenvolver e valorizar"
Categorias: >> piso, >> educação, >> economia
Redação Dever de Classe, às 22:53
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Vamos à matéria!
Prof. Dr. Renato Casagrande fala sobre a importância de valorizar a carreira docente e alerta sobre fuga de talentos no setor
Em sua conta no Facebook, o Prof. Dr. Renato Casagrande fala sobre a importância de valorizar a carreira docente e alerta sobre fuga de talentos no setor. Ele diz:
"O maior risco da falta de professores não é a ausência de profissionais. É a perda de talentos que já não desejam entrar na profissão."
Veja íntegra do texto mais abaixo!
"Quando uma profissão deixa de atrair pessoas talentosas, o problema não aparece apenas nas vagas que ficam abertas. Ele começa muito antes, quando jovens capazes, criativos e comprometidos deixam de imaginar a docência como possibilidade de futuro.
Essa é uma das crises mais silenciosas da educação.
A falta de professores não significa apenas menos profissionais nas escolas. Significa menor diversidade de talentos, menos inovação, menos renovação e mais dificuldade para formar novas gerações.
Durante anos, tratamos esse debate quase exclusivamente como um problema de formação. Mas não basta ampliar cursos ou oferecer novas vagas se a carreira continua marcada por baixa valorização, insegurança, sobrecarga e pouca perspectiva de desenvolvimento profissional.
A pergunta central não é apenas quantos professores conseguiremos formar.
É: quantos dos melhores talentos ainda desejarão entrar na profissão e permanecer nela?
Nenhum sistema educacional será melhor do que as pessoas que conseguir atrair, desenvolver e valorizar.
Por isso, recuperar a atratividade da docência não é uma medida corporativa. É uma decisão estratégica para o futuro do país.
Quando os talentos deixam de escolher a sala de aula, toda a sociedade perde."
Confira original AQUI
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