Entenda melhor
De fato, e segundo informes constantes da CNTE, havia e continua a proposta de mudar a referência do piso, que deve sair do curso Normal (ensino médio) e passar para a graduação (nível superior).
Caso isso tivesse se efetivado já em 2026, pessoal com graduação teria 33,33% de acréscimo em relação aos docentes do curso Normal. Assim, nível médio 40 horas semanais ficaria este ano com R$ 5.130,63 (valor atual do piso), e os graduados com 33,33% acima desse valor, ou seja, R$ 6.840,66.
Desse modo, todo mês de janeiro quando o piso para o nível médio for corrigido, graduados teriam 33,33% sobre essa correção. Mas houve reação contra essa proposta.
Sobre isso, nota da CNTE deixa claro:
"Outra proposta acordada no Fórum do Piso do Magistério
referiu-se a mudança da referência do piso do nível médio (curso Normal) para a graduação (nível superior), desde que o valor atual fosse mantido e reajustado anualmente para os profissionais com formação de nível médio. Para o piso da graduação, a CNTE propôs acréscimo de 33,33% como forma de destravar os planos de carreira nos estados e municípios. Apenas o Consed não consentiu plenamente com esta proposição que não consta na MP nº 1.334 [e nem no novo critério de reajuste do piso]
, mas que deverá ser retomada nos debates do Fórum do Piso." (Grifos nossos).
Luta deve continuar por mais avanços
Com o novo critério de reajuste do piso, dois avanços já foram conquistados, sobretudo por conta do empenho da CNTE e seus sindicatos: reajustes sempre cobrirão a inflação do ano anterior e ainda haverá um ganho real acima da taxa inflacionária. Quanto à mudança na referência do piso, sair do ensino médio para o superior, o processo de luta certamente continuará.