Novo critério de correção do piso do magistério tem de ser retificado para valorizar graduação

21/08/2026

Nas discussões para alteração do modo de correção do piso previa-se também incluir um percentual de 33,33% para valorizar quem tem nível superior, vez que o piso é para o ensino médio; debate sobre isso tem de continuar urgente

Redação Dever de Classe, às 20:02

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Piso Magistério / O Dever de Classe continua a receber e-mails com questionamentos sobre o novo critério de reajuste do piso nacional dos professores. Em uma das mensagens, a docente cearense Cláudia N Costa critica o fato de a CNTE, segundo ela, "não ter sido firme o suficiente para garantir que na nova forma de atualização fosse assegurado o percentual de 33,33% acima do piso para quem tem graduação, vez que a referência do piso é o ensino médio." Diz ainda a professora que tal política é proposta da própria CNTE, e que isso estava sendo debatido no Fórum do Piso do Magistério, onde a entidade tem assento. "Novo cálculo deve ser retificado com urgência para incluir esses 33,33%", pondera a educadora. 


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Entenda melhor

De fato, e segundo informes constantes da CNTE, havia e continua a proposta de mudar a referência do piso, que deve sair do curso Normal (ensino médio) e passar para a graduação (nível superior). 

Caso isso tivesse se efetivado já em 2026, pessoal com graduação teria 33,33% de acréscimo em relação aos docentes do curso Normal. Assim, nível médio 40 horas semanais ficaria este ano com R$ 5.130,63 (valor atual do piso), e os graduados com 33,33% acima desse valor, ou seja, R$ 6.840,66. 

Desse modo, todo mês de janeiro quando o piso para o nível médio for corrigido, graduados teriam 33,33% sobre essa correção. Mas houve reação contra essa proposta.

Sobre isso, nota da CNTE deixa claro:

"Outra proposta acordada no Fórum do Piso do Magistério referiu-se a mudança da referência do piso do nível médio (curso Normal) para a graduação (nível superior), desde que o valor atual fosse mantido e reajustado anualmente para os profissionais com formação de nível médio. Para o piso da graduação, a CNTE propôs acréscimo de 33,33% como forma de destravar os planos de carreira nos estados e municípios. Apenas o Consed não consentiu plenamente com esta proposição que não consta na MP nº 1.334 [e nem no novo critério de reajuste do piso] , mas que deverá ser retomada nos debates do Fórum do Piso." (Grifos nossos).

Luta deve continuar por mais avanços

Com o novo critério de reajuste do piso, dois avanços já foram conquistados, sobretudo por conta do empenho da CNTE e seus sindicatos: reajustes sempre cobrirão a inflação do ano anterior e ainda haverá um ganho real acima da taxa inflacionária. Quanto à mudança na referência do piso, sair do ensino médio para o superior, o processo de luta certamente continuará.

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