Agentes do mercado financeiro autores da nova proposta dizem que se inspiraram no modelo sueco de previdência e aposentadoria, sem explicar que na Suécia a expectativa de vida já é de 85 anos, e professores da educação básica tem piso inicial de mais de 22 mil reais
Novo critério de correção do piso do magistério tem de ser retificado para valorizar graduação
Nas discussões para alteração do modo de correção do piso previa-se também incluir um percentual de 33,33% para valorizar quem tem nível superior, vez que o piso é para o ensino médio; debate sobre isso tem de continuar urgente
Redação Dever de Classe, às 20:02
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Piso Magistério / O Dever de Classe continua a receber e-mails com questionamentos sobre o novo critério de reajuste do piso nacional dos professores. Em uma das mensagens, a docente cearense Cláudia N Costa critica o fato de a CNTE, segundo ela, "não ter sido firme o suficiente para garantir que na nova forma de atualização fosse assegurado o percentual de 33,33% acima do piso para quem tem graduação, vez que a referência do piso é o ensino médio." Diz ainda a professora que tal política é proposta da própria CNTE, e que isso estava sendo debatido no Fórum do Piso do Magistério, onde a entidade tem assento. "Novo cálculo deve ser retificado com urgência para incluir esses 33,33%", pondera a educadora.
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Entenda melhor
De fato, e segundo informes constantes da CNTE, havia e continua a proposta de mudar a referência do piso, que deve sair do curso Normal (ensino médio) e passar para a graduação (nível superior).
Caso isso tivesse se efetivado já em 2026, pessoal com graduação teria 33,33% de acréscimo em relação aos docentes do curso Normal. Assim, nível médio 40 horas semanais ficaria este ano com R$ 5.130,63 (valor atual do piso), e os graduados com 33,33% acima desse valor, ou seja, R$ 6.840,66.
Desse modo, todo mês de janeiro quando o piso para o nível médio for corrigido, graduados teriam 33,33% sobre essa correção. Mas houve reação contra essa proposta.
Sobre isso, nota da CNTE deixa claro:
"Outra proposta acordada no Fórum do Piso do Magistério referiu-se a mudança da referência do piso do nível médio (curso Normal) para a graduação (nível superior), desde que o valor atual fosse mantido e reajustado anualmente para os profissionais com formação de nível médio. Para o piso da graduação, a CNTE propôs acréscimo de 33,33% como forma de destravar os planos de carreira nos estados e municípios. Apenas o Consed não consentiu plenamente com esta proposição que não consta na MP nº 1.334 [e nem no novo critério de reajuste do piso] , mas que deverá ser retomada nos debates do Fórum do Piso." (Grifos nossos).
Luta deve continuar por mais avanços
Com o novo critério de reajuste do piso, dois avanços já foram conquistados, sobretudo por conta do empenho da CNTE e seus sindicatos: reajustes sempre cobrirão a inflação do ano anterior e ainda haverá um ganho real acima da taxa inflacionária. Quanto à mudança na referência do piso, sair do ensino médio para o superior, o processo de luta certamente continuará.
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