Educação em Luta em todo o Brasil
Mobilizações estão sendo convocadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Objetivo-alvo da PEC 32/2020, pronta para votação no Plenário da Câmara, é privatizar o setor público, em particular Saúde e Educação, onde atuais e novos servidores perderão carreiras e terão salários congelados e/ou diminuídos, com exceção de um pequeno setor privilegiado da cúpula dos três poderes
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mercado financeiro continua a pressionar o presidente Lula (PT) para cortar gastos públicos, sob o velho discurso de que é preciso "controlar despesas" para dar "mais eficiência" à máquina do governo e, assim, trazer "mais benefícios à população. Neste sentido, voltaram a bater com força na tecla da Reforma Administrativa (PEC 32/2020), prontinha para ir a votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Fim da estabilidade, com abertura, a curto e médio prazos, de processos de demissão, além do aumento de assédio moral e sexual nos locais de trabalho

Desmantelamento imediato dos planos de carreira do funcionalismo, com congelamento de salários e fim da ascensão funcional

Entrega de setores-chave do Estado — como Saúde e Educação — para grandes grupos da iniciativa privada, inclusive estrangeiros

Aumento do estresse e da precarização das atividades e salários de professores, enfermeiros e todos os demais de base dessas áreas

Manutenção de todos os privilégios dos que estão nas cúpulas dos três poderes: políticos, juízes, desembargadores, procuradores, auditores, ministros, delegados federais e outros desse mesmo time. Ficam fora da reforma

Piora imediata dos serviços públicos para a população
Na tentativa de conquistar a opinião pública e o próprio funcionalismo para a ideia de que a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) é algo bom para o Brasil, banqueiros que controlam a grande mídia não poupam matérias em seus jornalões, onde manipulam os dados e mentem, mentem e mentem. Basta ver, como pequeno exemplo, o editorial desta quarta-feira (23) da Folha de S.Paulo, que traz como título e lead:
O que não dizem, contudo, é que os supersalários não serão tocados, e que a estabilidade do funcionalismo não contém nenhum exagero. Qualquer servidor que cometer falta grave pode sofrer penalidades, inclusive demissão. Já há legislação vigente, há tempos, para isso. O que essa turma defende mesmo é demissão sem justa causa, tal como no setor privado. Aí todo mundo sabe o que pode ocorrer: quem não tem apadrinhamento político, dança.
Ao tempo que carregam nas mentiras, ocultam deliberadamente a verdadeira razão de o Estado brasileiro não oferecer melhores serviços públicos ao povo. Não é o salário de uma professora ou professor, bem como de enfermeiras e médicos, que quebram o país. O que faz o dinheiro público sumir pelo ralo é a corrupção legalizada, que autoriza os governos, inclusive o de Lula, a destinar diariamente bilhões de reais a quem já tem muita grana. Isto, a Folha, Globo, Estadão & cia não dizem.

Leia: Gastos de R$ 5,2 bilhões/dia com bancos a Globo e grande mídia não mandam o Lula cortar
Os partidos de esquerda, sindicatos e centrais sindicais da classe trabalhadora devem mobilizar o povo, em particular o funcionalismo público, contra essa Pec 32/2020 da Reforma Administrativa. E Lula e o PT não podem assinar embaixo desse crime contra os interesses públicos.
Mobilizações estão sendo convocadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Vinícius De Andrade, articulista da Coluna Vozes da Educação, no site de notícias DW, diz que segue sem acreditar que isso aconteceu. Mas o pior é que aconteceu.
Nos três primeiros governos do PT, mais de 360 unidades já tinham sido construídas, além de 18 universidades federais e 173 campi.
Projeto do senador Paulo Paim vai a discussão na quarta-feira (13). O texto já foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos. O relator na CCJ, o senador Humberto Costa (PT-PE), apresentou voto favorável à aprovação do texto da CDH, sem alterações.