Segundo o rastreador de pesquisas YouGov da famosa revista britânica, a coalizão de eleitores que levou Trump à vitória em 2024 está se desfazendo
O aguardado encontro entre Lula e Trump
Nem cilada ou lula de mel; o mais provável é o início de um relacionamento que deve ser benéfico ao Brasil
Com experiência e firmeza política, Lula certamente se sairá bem no encontro com Donald Trump. Foto/reprodução.
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Política / Após Donald Trump dizer na ONU que "existe uma química" entre ele e Lula, muito se especula na grande mídia e redes sociais sobre possível encontro entre os dois. Cara a cara deve ocorrer nos próximos dias.
Diante do quadro, alguns já falam em "lua de mel" Brasil-EUA, enquanto outros, menos otimistas, creem que "aceno" de Trump pode na verdade ser uma "cilada" contra o líder petista e o nosso país. Tudo leva a crer que nem uma coisa nem outra.
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Por mais imprevisível que seja, Donald Trump sabe que não pode fazer o que quer em relação ao Brasil. O norte-americano viu até aqui que todas as suas ameaças e aplicação delas (tarifaço, sanções a autoridades brasileiras) não fizeram Lula se curvar aos seus mandos e desmandos em todo o planeta.
A fala do presidente brasileiro na ONU foi muito clara quanto a isso. E Trump entendeu, por isso falou em "química" e em possibilidade de encontro para os próximos dias. E não interessa se foi motivado por algum grande lobista do mundo empresarial ou apenas caiu a ficha em relação ao maior líder mundial do momento.
Tese da "cilada", portanto, nos parece menos provável de acontecer.
Também não há qualquer clima de "lua de mel". Donald Trump dobrará suas apostas e vai exigir, exigir, exigir. É um negociante prepotente, continua a crer que pode comprar a preço de banana as riquezas e soberania do Brasil.
Contudo, sabe que receberá todos os nãos que Lula achar conveniente dizer em sua cara. Ponto.
Do tal esperado tête-a-tête, portanto, provavelmente deverá surgir o início de um relacionamento difícil entre os governos brasileiro e dos EUA. Mas, já a curto e médio prazos, é algo que deve ser benéfico ao Brasil. É o Trump que já começou a ceder.
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