Se Trump perder pleito legislativo que ocorre neste 3/11 nos EUA, o extremista presidente da Argentina pode ficar sem recursos para honrar seus compromissos em 2027, o ano das eleições em seu país
O futuro de Milei está sendo decidido nos EUA, diz portal argentino
Se Trump perder pleito legislativo que ocorre neste 3/11 nos EUA, o extremista presidente da Argentina pode ficar sem recursos para honrar seus compromissos em 2027, o ano das eleições em seu país

> Política & Economia | Segundo o portal argentino Página 12, "o destino político do governo de Javier Milei será definido, nas próximas horas, a 9.000 quilômetros de distância da Argentina. As casas de apostas e o site Polymarket estão dando ao Partido Democrata dos Estados Unidos uma probabilidade de vencer as legislativas superior a 70 por cento. As pesquisas, mais divididas, parecem apontar para uma vitória democrata, mas não chegam a um consenso sobre a dimensão dessa hipotética derrota."
Continua o Página 12:
Ruim para Milei
"Se isso de fato acontecer e Donald Trump for derrotado por uma margem importante em ambas as câmaras, o padrinho político que financia o plano de ajuste libertário [de Milei] perderá as maiorias que lhe permitiram investir dinheiro no exterior para se posicionar geopoliticamente em países que avalizam seus interesses. Para Milei, por sua vez, esse resultado significaria um cenário muito complicado, porque a inquietação em relação ao seu plano é, precisamente, se conta ou não com dólares para pagar suas obrigações em 2027, justamente o ano eleitoral."
Risco país
"Da mesma forma, os economistas consultados pelo Página 12 alertam que, se a diferença de votos for grande, haverá um dólar se movendo com mais força e o Risco País poderá subir ainda mais. O próprio governo de Milei admite que, se isso ocorrer, poderá ultrapassar os 1000 pontos. Já nesta segunda-feira ficou muito perto dos 800 pontos e ainda falta vê-lo em movimento na véspera da eleição."
Derrota Flávio Bolsonaro
"O antecedente do Brasil não é bom para Milei: a derrota de [Flávio] Bolsonaro mexeu com o indicador elaborado pelo JP Morgan. Além disso, toda essa partida decisiva é disputada tendo como pano de fundo uma economia em crise e um plano econômico que fracassou em seus objetivos e ao qual resta apenas uma âncora: o dólar congelado, que está diretamente relacionado ao apoio financeiro dos Estados Unidos. E, se os democratas obtiverem uma boa vantagem, passarão a revisar, no Parlamento, todos os pacotes de ajuda ou resgate a países aliados a Trump, entre eles a Argentina."
Fatos duros
"Fontes oficiais da Casa Rosada e do Ministério da Fazenda que falaram com este jornal admitiram que a derrota de Bolsonaro e o desempenho fraco de Benjamin Netanyahu em Israel foram “fatos duros” antes das eleições nos Estados Unidos. Não eram esperados. É que, embora o ministro Luis Caputo não admita isso em público, mas sim em privado, ele sabe que, em 2027, o salva-vidas de dólares do Tesouro de Trump será “imprescindível”. Logo, a leitura política indica que o plano A de Milei é Trump, e o plano B, também."
Leia íntegra no Página 12
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