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Marqueteiro de Lula tem de enquadrar os que recebem Bolsa Família
Bem mais delicado do que não conseguir conquistar votos bolsonaristas é perder espaço entre beneficiários dos programas sociais
Redação Dever de Classe, às 10:05
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Política / Todas as pesquisas indicam que Lula (PT) será reeleito neste 2026. No entanto, todas as consultas apontam também para uma disputa acirrada no segundo turno, quando o petista aparece quase sempre em empático técnico no embate com Flávio Bolsonaro. Ou seja, se prevalecerem os prognósticos, o candidato do Partido dos Trabalhadores e da maioria do povo vencerá por pequena margem de votos, tal como em 2022.
Diante disso, um recorte da última pesquisa Genial/Quaest, divulgada dia 9 deste mês, merece atenção. Segundo esse instituto e matéria da CNN Brasil:
"Entre os beneficiários do Bolsa Família, Lula lidera a sondagem pontuando 62% das intenções contra 26% de Flávio. Do total de entrevistados, 8% disseram que não votarão, enquanto 4% se disseram indecisos."
Ora, em disputas acirradas como essa, é fácil entender que ganha a parada quem mantém o seu nicho de eleitores e consegue penetrar no terreno alheio ou, no mínimo, conquistar o maior número de indecisos. Simples assim.
No caso de Lula e nesse recorte sobre beneficiários do Bolsa Família, parece inaceitável que 38% dos entrevistados pela Quaest tenham dito que não votariam nele, e que 26% tenham declinado intenção de votar em Flávio Bolsonaro. É muita gente, dado que aproximadamente 50 milhões de pessoas estão inseridas no programa criado por Lula, segundo dados oficiais de julho deste ano.
Se a própria Quaest ou outro instituto fosse investigar de forma séria sobre por que tantos beneficiários do Bolsa Família e outros programas sociais estão inclinados a votar em Flávio Bolsonaro, uma das respostas dos entrevistados seria a de que ele "Rachadinha" manteria todos os benefícios. Ninguém, por mais tolo que seja, vota porque quer perder dinheiro ou proteção.
É aí onde deve entrar com muita contundência o marqueteiro de Lula. É preciso fazer peças de campanha persuasivas e de alta voltagem no apelo emocional, no sentido de convencer essas pessoas de apenas duas coisas em relação a esse tema:
- Com Flávio Bolsonaro, Bolsa Família e todos os programas sociais SERIAM DESTRUÍDOS em curto espaço de tempo.
- É Lula que criou. É Lula que manterá. É Lula que vai aprimorar todos os benefícios.
Os que recebem Bolsa Família e outros programas sociais e se inclinam a votar em Flávio Bolsonaro devem ser demovidos dessa ideia suicida. Do contrário, isso pode ser fatal, visto o grau de polarização da disputa.
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