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Estimativa para o reajuste magistério a partir de alguns dados já disponíveis
Índice para 2027 estimado até aqui é de 7,43%. O que já é certo contudo pela nova regra de cálculo é que atualização não poderá ser inferior ao INPC e que haverá ganho real acima da inflação deste ano. Leia matéria completa e entenda melhor a questão.
Redação Dever de Classe, às 21:21
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Piso Magistério / Com base na nova regra de reajuste do piso do magistério e em números já consolidados do Fundeb, é possível projetar o índice de correção do piso salarial dos professores para 2027. A estimativa atual aponta para um reajuste de 7,43%, elevando o valor nominal do piso para R$ 5.512,11 a partir de janeiro do próximo ano, para jornada de quarenta horas semanais.
Certeza
Pela nova regra de cálculo, já está definido que a atualização não poderá ser inferior ao INPC, o que garante, a partir de 2027, um ganho real acima da inflação.
Entenda melhor
Em junho deste ano, o presidente Lula (PT) sancionou a Lei 15.437/2026, que modificou a forma de cálculo do reajuste do piso salarial nacional do magistério, norma que já está em vigor em todo o país. De acordo com essa nova legislação:
O percentual de atualização do valor resultará da soma:
I – da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no ano anterior ao da atualização; e
II – de 50% (cinquenta por cento) da média dos 5 (cinco) anos anteriores ao ano de atualização, da variação percentual da receita real, com base no INPC, ano a ano, relativa à contribuição dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios ao Fundeb.
Traduzindo o item I: o reajuste anual não poderá ser inferior à inflação oficial do ano anterior. Isso evita perdas salariais em termos reais, como aconteceria neste ano e como ocorreu em 2021, quando o índice de atualização foi de 0% mesmo com inflação acumulada de 4,52% em 2020.
Quanto ao item II, sua função é assegurar ganho real acima da inflação, garantindo aumento efetivo do poder de compra. Em 2026, por exemplo, o reajuste seria de apenas 0,37%. Com a nova regra de correção, o índice passou para 5,4%, o que representa 1,5% acima da inflação de 2025.
Continua
Estimativa de índice de reajuste e valor nominal para 2027
A partir dessa nova regra de cálculo em vigência, da previsão de INPC (inflação oficial 2026) e números já consolidados do Fundeb, o professor Renato Ramalho, um dos maiores estudiosos sobre dados econômicos relativos à educação básica — faz algumas projeções sobre o que pode ocorrer em 2027, que reproduzimos a seguir.
A nova fórmula deixou de utilizar o VAAF-Mínimo Nacional e o fator matrícula. Agora, o cálculo combina o INPC do ano anterior com 50% da média do crescimento real das contribuições de Estados, Distrito Federal e Municípios ao Fundeb nos cinco anos anteriores.
Contribuições consideradas (Fundeb):
2021 — R$ 199.588.115
2022 — R$ 223.530.090
2023 — R$ 231.163.541
2024 — R$ 262.793.088
2025 — R$ 285.254.190
2026 — R$ 154.590.660 até junho × 2 = R$ 309.181.320
Com esses valores, a média estimada do crescimento real foi de 4,2708%.
A legislação considera metade dessa média: 2,1354%.
Desse modo, 2,1354% somados ao INPC estimado de 5,30% = 7,4354%.
Possível índice e valor nominal
Arredondando, a primeira estimativa é de 7,44%. Aplicado ao piso vigente [R$ 5.130,63], o valor projetado seria de R$ 5.512,11 a partir de janeiro de 2027.
Limites
A legislação também estabelece limites. O reajuste não pode ser inferior ao INPC, estimado em 5,30%, nem superior à variação nominal da receita total do Fundeb entre 2025 e 2026, incluídas as complementações da União.
Para o teto, foram considerados:
2025 — R$ 342.386.432
2026 — R$ 188.827.626 até junho × 2 = R$ 377.655.252
A variação nominal estimada foi de 10,3009%.
Assim:
mínimo estimado — 5,30% (INPC)
resultado preliminar — 7,4354% [INPC + média Fundeb]
máximo estimado — 10,3009%
Como 5,30% < 7,4354% < 10,3009%, os limites não alteram a estimativa de 7,44%.
Mudanças
Os valores de 2026 ainda podem aumentar ou diminuir. O INPC não está fechado e as receitas foram projetadas com base no primeiro semestre. O cálculo será atualizado mensalmente, destaca o especialista.
Acesse íntegra e original das projeções do professor Renato Ramalho AQUI
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