Noventa anos de Elvis Presley, o Rei do Rock
Elvis ajudou a redefinir a cultura jovem, a linguagem do entretenimento e o papel da música popular no século XX
John Densmore disse que "tudo bem, vou deixar essa batida da bossa um pouco mais dura e mais rápida"

João R P Landim Nt


Cultura, Música / Segundo matéria da página de cultura do Globo deste domingo (3), John Densmore confessou que "roubou" uma batida da Bossa Nova, estilo musical da classe média branca do Rio surgido no final dos anos 1950, cujos ícones maiores eram João Gilberto e Tom Jobim. E Desmore, hoje aos 80 anos, é nada mais nada menos que o baterista da famosa banda estadunidense de rock The Doors.
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— (Em 1965), quando os Doors estavam se formando, "Garota de Ipanema" estava tocando no rádio. E eu [Desmore] dizia ao Ray, nosso tecladista, o falecido e maravilhoso Ray: "Os brasileiros têm essa capacidade de suingar muito forte, de ter um ritmo profundo com um relaxamento total, sem forçar nada." Isso é o que a bossa nova significa para mim. Ela é tão ritmicamente empolgante, mas é relaxada. Como se faz isso? — pergunta-se John Densmore, hoje um animado senhor de 80 anos.
"A influência da bossa nova foi parar na bateria de "Break on through (to the other side)", primeiro single do grupo e faixa que abre seu álbum de estreia, "The Doors" (1967)."
"— Como eu estava em uma banda de rock, pensei: tudo bem, vou deixar essa batida da bossa um pouco mais dura e mais rápida, e ela combinou perfeitamente com os versos "day destroys the night / night divides the day / try to run, try to hide / break on through to the other side". Aquilo é justamente o "da da da da da-da da-da da-da" (cantarola a melodia de "Garota de Ipanema"), só que acelerado. Que posso dizer sobre isso? Você rouba dos melhores, certo?"

João R P Landim Nt


Elvis ajudou a redefinir a cultura jovem, a linguagem do entretenimento e o papel da música popular no século XX
John Densmore disse que "tudo bem, vou deixar essa batida da bossa um pouco mais dura e mais rápida"
"O silêncio caiu sobre a multidão. Eles o carregaram para fora com tubos de oxigênio, e ele estava semiconsciente."
Um jeito mais lúdico de relembrar uma velha aula de Matemática ou Física
O escrito, cheio de belas imagens e reflexões, é de 1971, quando Jorge Mautner e Gilberto Gil estavam no exterior e o jornal ousava desafiar o período mais duro da ditadura militar brasileira